Denúncias de pelo menos duas mulheres contra o obstetra Renato Kalil foram encaminhadas para a Procuradoria-geral do Ministério Público; profissional nega postura inapropriada.

O Ministério Público de São Paulo investiga denúncias de violência obstétrica contra o médico Renato Kalil. Em nota, o órgão informou que relatos de pelo menos duas mulheres foram encaminhados por meio da Procuradoria-geral do Ministério Público. Um dos casos veio à tona com o vazamento de vídeos no Whatsapp durante o parto da influenciadora Shantal Verdelho. Ela usou as redes sociais para falar sobre o assunto. “Queria pedir para vocês a compreensão porque é um assunto que me constrange, é íntimo. Era para ser íntimo, não era para sair do âmbito familiar, das minhas amigas mais próximas e que envolve a minha filha, o rostinho dela em todas as notícias”, relata. Nos vídeos que a reportagem teve acesso, o médico fala palavrões durante o parto.

A Promotoria Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher abriu procedimento de investigação criminal para apuração dos fatos e atendimento às vítimas. O órgão pede ainda que quem tiver informações que possam contribuir que entre em contato. Em nota, Renato Kalil disse que exerce a profissão há 36 anos e que ao longo deste tempo já fez mais de 10 mil partos sem reclamação ou incidente. O médico afirma que os vídeos têm conteúdo editado e que a íntegra das gravações mostra que não houve irregularidade ou postura inapropriada. Além do Ministério Público, o  Conselho Regional de Medicina de São Paulo também investiga o profissional.

Fonte: JP Notícias