O vice-presidente defendeu a abertura de consulta pública sobre a vacinação em crianças de 5 a 11 anos. O processo começa nesta quinta-feira.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) comentou, na tarde de quarta-feira (22/12), a abertura da consulta pública para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Para o general, com a medida, o governo quer “estar 100% calçado na hora de iniciar esse processo”.

Na ocasião, Mourão também criticou governadores que já estão se antecipando a uma posição oficial do governo federal, e negociando, por conta própria, a compra dos imunizantes da Pfizer para a aplicação nos menores de idade. “Os governadores, lamentavelmente, às vezes atravessam o samba”, ressaltou.

Quanto à sua visão sobre a consulta à sociedade, Mourão disse: “O governo está querendo tomar sua decisão. Existem alguns conflitos em relação a esse assunto e ele [governo] quer estar 100% calçado na hora de iniciar esse processo”, disse o vice-presidente na saída do Palácio do Planalto.

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), por exemplo, é um dos gestores que já deram início às negociações com a farmacêutica Pfizer, para, antes mesmo do aval do Ministério da Saúde, começar a imunizar as crianças de 5 a 11 anos. Mourão classificou a atitude como uma forma de “atravessar o samba”.

“Os governadores, lamentavelmente, às vezes atravessam o samba. Como foi aquela questão da compra daquela vacina russa [Sputnik V] que acabaram não comprando, não é? Então vamos aguardar. Isso aí vai ser feito de forma mais correta possível protegendo a população”, disse.

Consulta pública

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (22/12), o cronograma da consulta pública promovida pelo órgão sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade contra a Covid-19.

A audiência havia sido anunciada pelo ministro Marcelo Queiroga no último sábado (18/12), em coletiva de imprensa. De acordo com publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta, a consulta tem início nesta quinta-feira (23/12) e vai até o dia 2 de janeiro.

Para fazer contribuições à consulta pública, é necessário apresentar uma série de documentos que serão informados na página oficial da pasta federal.

Fonte: Metrópoles