CoronaVac só deve ser aplicada na falta do imunizante da BioNTech; governo interrompeu aplicação da vacina de Oxford no grupo em maio.

Grávidas e mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca agora poderão receber o imunizante da Pfizer para completar o esquema vacinal. A recomendação é do Ministério da Saúde. O governo havia interrompido a aplicação da AstraZeneca nas gestantes e puérperas em maio após a morte de uma grávida no Rio. A pasta também está orientando a aplicação de vacinas de fabricantes diferentes em brasileiros que receberam a primeira dose no exterior e que não tenham à disposição o mesmo produto quando retornam ao país.

Uma nota técnica do Ministério da Saúde divulgada nesta sexta-feira afirma que “de maneira geral não se recomenda a intercambialidade de vacinas, no entanto, em situações de exceção, onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país poderá ser administrada uma vacina Covid-19 de outro fabricante”. O documento aponta que a Pfizer foi a vacina escolhida nesses casos, em vez da CoronaVac, sobre a qual ainda não há dados suficientes. Apenas na falta da Pfizer é que a CoronaVac deverá ser aplicada. As pessoas imunizadas com vacinas diferentes ainda deverão ser informadas sobre a limitação de dados e da relação entre risco e benefício.

Fonte: JP Noticias