Gigante mundial na fabricação de eletroeletrônicos, a empresa sul-coreana LG conseguiu aprovar o projeto de ampliação de sua fábrica na Zona Franca de Manaus. A aprovação foi concedida pelo secretário do Ministério da Economia, Carlos Costa, que anteriormente havia negado o pedido da LG.

A negação de Carlos Costa foi duramente criticada pelos deputados federais e senadores do Amazonas, que ameaçaram pedir ao presidente Bolsonaro a demissão do secretário.

O problema é que Carlos Costa é um assessor de confiança do ministro da Economia, Paulo Guedes, o que gerou uma crise no Palácio do Planalto.

Com a aprovação do projeto, a LG anunciou hoje que vai gerar 370 empregos (diretos e indiretos) na ampliação da fábrica em Manaus. O investimento, segundo a empresa, será de R$ 3,8 bilhões para fabricação de monitores de vídeo com tela LCD e microcomputadores.

Segundo informações da Suframa, a unidade da LG em Manaus é a quarta maior empregadora da ZFM.

Numa conversa com jornalistas hoje à tarde, Carlos Costa foi questionado sobre os motivos que o levaram a mudar de ideia sobre a ampliação da LG. O secretário disse que mudou de posição após a empresa anunciar o aumento do número de empregos na ZFM.

Mas os representantes do Amazonas no Congresso dizem que a mudança teve outros motivos. Segundo os parlamentares, Carlos Costa foi cobrado pelo presidente Bolsonaro a reverter a decisão de bloquear a LG.

O problema é que nesta queda de braço, o ministro Paulo Guedes saiu perdendo na disputa com os políticos do Amazonas. O ministro manifestou várias vezes que é contra os benefícios fiscais concedidos às empresas da ZFM.

Os parlamentares do Amazonas aguardam para as próximas semanas o contra-ataque de Paulo Guedes.