Homem havia sido preso em flagrante na quarta-feira (6). Decisão judicial que relaxou a prisão dele foi proferida durante a noite.

O médico de 67 anos que havia sido preso em flagrante, nessa quarta-feira (6), suspeito de favorecimento à prostituição de uma adolescente de 16 anos, teve a prisão relaxada pela justiça. A decisão foi proferida pela juíza Themis Lourenço, que alegou ilegalidade no ato da prisão do suspeito.

Segundo a magistrada, no auto de prisão em flagrante do médico não havia indícios suficientes do estado de flagrância, além da ausência de formalidades essenciais no documento até momento da realização da audiência de custódia, que ocorreu por volta das 17h25 de quarta.

“É de bom tom mencionar que a Autoridade Policial nem sequer anexou aos autos do processo os termos de depoimentos dos policiais responsáveis pela prisão em flagrante, apenas citou no boletim de ocorrência os nomes, nem ao menos consta o termo de oitiva da suposta vítima. Soma-se a este fato, inclusive, o laudo de exame de corpo de delito realizado na vítima (que não trouxe elementos indicativos capazes de evidenciar o estado de flagrância do custodiado”, analisou a juíza.

Na decisão, a magistrada também concedeu medidas protetivas em favor da vítima, como tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, além de proibir o suspeito de se aproximar dela, de seus familiares e das testemunhas, fixado o limite mínimo de 300 metros de distância.

O homem estava sendo investigado há dois meses por uma equipe da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após denúncias informando que ele levava várias garotas para uma casa na Zona Leste da capital.

Nessa quarta, a equipe montou campana nas proximidades da casa e conseguiu prendê-lo. Ao ser detido, o médico e a vítima negaram o crime. Ele contou que menina foi chamada para fazer faxina na residência, mas depois a vítima disse que também recebia para manter relações com o suspeito.

A polícia acredita que a menina não foi a única vítima do suspeito. Há suspeitas de que a irmã dela também tenha passado pela mesma situação. Os agentes também investigam quem seria o possível aliciador que levava as vítimas para o médico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1 Amazonas