Vários setores ligados ao combate da pandemia do Coronavírus opinaram sobre a realização da festa

Em Parintins, continua a polêmica sobre a realização do Festival Folclórico nos dias 6, 7 e 8 de novembro. Após as diretorias dos bumbás Garantido e Caprichoso confirmarem que o evento será realizado neste ano, vários setores ligados ao combate à pandemia do coronavírus opinaram sobre a realização da festa.

É o caso do médico Daniel Tanaka, que coordenou o combate ao coronavírus em Parintins. Ele foi contaminado pelo vírus durante o trabalho e, devido ao agravamento da doença, recebeu tratamento no Hospital do Coração, em São Paulo.

Tanaka usou as redes sociais para defender o cancelamento do Festival Folclórico deste ano. Segundo o médico, é uma ilusão acreditar que haverá distanciamento social e respeito às medidas sanitárias durante a festa. “A grandiosidade do festival como manifestação folclórica e sua importância econômica não se sobrepõem ao risco de uma nova onda de contaminações do coronavírus em Parintins”, afirmou Tanaka.

De acordo com o médico, se a festa acontecer, o município enfrentará o aumento no nível de contaminação, pois não há certeza que o vírus esteja controlado até o mês de novembro. “Sobrepor a valorização financeira em troca da morte de pessoas é extrapolar o limite do razoável para um ano de intenso sofrimento”, acrescentou o médico.

Ao final do texto na rede social, Daniel Tanaka ressalta que as pessoas que defendem a festa “não devem ter perdido um pai, uma mãe ou grande amigo para o Covid-19”, concluiu.