As possíveis razões para Manaus ser uma das capitais mais bolsonaristas do Brasil foi uma das perguntas respondidas pelo pré-candidato a prefeito pelo PT, Marcelo Ramos, em uma entrevista concedida recentemente. O ex-deputado federal acredita que um dos motivos foi o “fato do Partido dos Trabalhadores ter sido vítima de um ataque feroz, em especial, no período da Lava-Jato”.
Ramos ressalta que por mais que depois o processo tenha sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal, o “dano político já estava consolidado”.
Ele acredita que nem todos os 62% que votaram em Bolsonaro nas últimas eleições se enquadram nos chamados “bolsonaristas radicais, que são a favor da ditadura, da violência contra a mulher, contra negros e homossexuais”.
Outro fator citado por Ramos seria o moral, influenciado pela força das igrejas evangélicas neopentecostais, pois “antes se dizia que a economia estando bem o presidente estava bem, hoje não, o cara estava desempregado, ganhou emprego no governo do Presidente Lula mas o Lula falou contra o Israel e ele fica com raiva do presidente, porque na cabeça dele Israel seria um país cristão, que nem isso é”.
Embora tudo isso esteja em jogo, o pré-candidato classifica o movimento bolsonarista como enfraquecido, e cita como exemplo as últimas pesquisas eleitorais, em que o escolhido para representar o partido do ex-presidente aparece empatado tecnicamente com o próprio Marcelo Ramos.





