Desde agosto, uma densa cortina de fumaça tem encoberto Manaus e áreas do Amazonas. Na terça-feira (5), a capital e o município de Novo Aripuanã, no Sul do estado, acordaram sob a influência das queimadas. Imagens mostram a cidade de Manaus imersa em um véu de fumaça no centro da cidade. Enquanto isso, em Novo Aripuanã, a visibilidade ficou drasticamente comprometida, afetando tanto a área urbana quanto o porto.
Os registros apontam que a fumaça que assola Manaus é originada dos numerosos focos de calor que têm sido reportados na capital e nas cidades vizinhas da Região Metropolitana.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) divulgou dados alarmantes: dos 2.623 focos de incêndio detectados entre 1º de agosto e 4 de setembro na Região Metropolitana, assustadores 1.415 surgiram somente nos últimos 10 dias.
A Sema ressaltou que essa intensa atividade de queimadas resultou em uma concentração elevada de partículas de material particulado sobre a capital amazonense. Além disso, as altas temperaturas provocadas pelo agravamento do fenômeno El Niño dificultam a dispersão da fumaça na atmosfera, causando um acúmulo preocupante sobre a cidade.
Esse cenário crítico coloca em evidência a urgência de medidas efetivas para conter e prevenir as queimadas, protegendo a saúde da população e preservando o ecossistema frágil da região amazônica.






