Uma pesquisa feita com 209 jogadoras de futebol de diferentes clubes em todo o Brasil, revelou que mais da metade delas, 52,1%, já foram vítimas de assédio por parte de várias figuras ligadas ao esporte.
As jogadoras, abordadas anonimamente, responderam a 18 perguntas sobre violência e discriminação no futebol, revelando casos de importunação sexual, convites inapropriados e retaliação após denúncias.
Uma zagueira com nome fictício Caroline, por exemplo, relatou uma tentativa de beijo forçado por parte de seu treinador durante um treino. Outra jogadora, Letícia, foi convidada para ir a um motel pelo presidente do seu clube.
O estudo também destacou que muitas vítimas não reconhecem certos comportamentos como assédio até receberem uma explicação mais detalhada sobre o termo. Além disso, mostrou que o assédio não se limita aos jogos oficiais, ocorrendo com frequência durante treinos, nas redes sociais, em concentrações para jogos e até mesmo em viagens.
Quase metade das entrevistadas admitiu ter sofrido ofensas, pressão indevida e xingamentos por parte de comissões técnicas e treinadores. No entanto, apenas uma pequena porcentagem denunciou os casos, e das denúncias feitas, poucos agressores enfrentaram consequências sérias.










