Presidente Lula da Silva assegura que a isenção do IR para essa faixa de renda será uma realidade durante seu mandato.
Na quinta-feira, 31, durante sua visita ao Estado do Piauí e em uma entrevista ao Jornal Meio Norte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou seu compromisso de isentar do pagamento do Imposto de Renda (IR) os indivíduos que ganham até R$ 5 mil. Esta promessa faz parte de uma série de medidas destinadas a aliviar a carga tributária sobre os trabalhadores brasileiros. Lula afirmou que essa isenção será implementada até 2026, o término de seu mandato presidencial.
Esta medida segue a ampliação da isenção do IR anunciada no início da semana, que agora abrange aqueles que ganham até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 2.650. Lula enfatizou a importância de uma reforma tributária simplificada e mais justa, que incentive o investimento e beneficie aqueles que trabalham arduamente. Segundo o presidente, “O Brasil precisava de uma reforma tributária simplificada e mais justa com quem produz e com quem trabalha, capaz de atrair mais investimentos. Também estamos na metade do caminho para garantir que, até 2026, quem ganha até R$ 5 mil deixe de pagar o imposto de renda. O povo brasileiro tem direito de viver uma vida digna, com uma renda que permita que as pessoas possam se divertir.”
Para compensar a provável perda de arrecadação resultante dessa isenção, o presidente Lula emitiu uma medida provisória com o objetivo de taxar os rendimentos de fundos exclusivos, que pertencem a indivíduos com recursos substanciais. No Brasil, existem pelo menos 2,5 mil super-ricos que têm cerca de R$ 756 bilhões investidos nesses fundos exclusivos. Além disso, Lula encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa tributar as chamadas “offshores”, empresas registradas no exterior.
A promessa de isenção do Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil é um passo significativo em direção a um sistema tributário mais inclusivo e progressivo no Brasil. No entanto, as implicações financeiras e econômicas dessa medida continuarão a ser debatidas à medida que avança no processo legislativo.





