O ator falou sobre o período de internação e o processo de recuperação da covid-19.

Nesta quarta-feira (25/8), Luciano Szafir foi um dos entrevistados do programa Encontro com Fátima Bernardes. O ator falou bastante sobre a internação e o processo de recuperação da Covid-19.

“Na primeira vez que peguei, senti apenas uma leve dor de cabeça e fiquei isolado por 17 dias. Na segunda vez, fiquei internado por 32 dias. Precisei de tubo de oxigenio e depois tive problemas na parede do intestino, arritmia cardíaca e sangramentos”, lembra.

Durante a internação, Szafir revela que frequentemente era dominado pelo medo do que ia acontecer em seguida. “Eu não sabia como ia ser nos próximos 15 minutos. Tinha medo constante no hospital. Ou estava sedado, ou rezando ou pensando na minha família.”

Mesmo após ser liberado da internação, o ator passou por situações desesperadoras, chegando a ficar sem batimentos cardíacos.

“Quando cheguei em casa, continuei com medo. Dá uma segurança, mas tem a ansiedade por não ter o suporte hospitalar. Eu estava sendo monitorado e teve uma noite que acordei com um monte de médico em volta de mim porque eu estava com batimento cardíaco em 180. A médica me deu um remédio, meu corpo esquentou, o coração parou de bater e depois voltou com batimentos mais fortes”, fala, sobre o momento de pânico.

Agora, um mês após sair da internação, Luciano Szafir revela que está muito bem, mas faz tratamentos psicológicos para lidar melhor com o pós-doença. Perda de memória e restrições alimentares são alguns dos problemas que o ator encara na recuperação.
“As pessoas acham que depois da internação tudo acabou, mas não. Podemos ter trombose meses depois, perda de memória e muitos problemas psicológicos. O vírus é maldito e a gente vai ter que lidar com ele. É traiçoeiro, te deixa marcas físicas e psicológicas. Minha alimentação é restrita, não posso comer qualquer coisa, e frequentemente esqueço o nome de certas palavras”, conta.

Apesar de tudo, Szafir encontrou um ponto de apoio no amor e carinho que recebe diariamente em casa. “A recuperação é difícil, é lenta, mas estar em casa com a família e os amigos é um acalento.”

Fonte: Metrópoles