Manaus | 4 de junho de 2026 | 19:00:56

Lolita, orca icônica, falece ppós mais de 50 anos em cativeiro no Miami Seaquarium

Cetáceo que gerou disputa entre ativistas por sua liberdade morre de problema renal.

Lolita, a orca que se tornou símbolo de uma controversa de mais de 50 anos por ativistas que buscavam sua libertação, faleceu no Miami Seaquarium na sexta-feira, 18. O cetáceo, que esteve no aquário de Miami, na Flórida, por toda a sua vida, enfrentava problemas de saúde havia dois dias e estava sendo cuidado por uma equipe do aquário. No entanto, apesar dos melhores cuidados médicos, ela sucumbiu, acredita-se, a um problema renal, conforme anunciado pelo próprio Miami Seaquarium em suas redes sociais.

Lolita, com aproximadamente seis metros de comprimento e pesando 3,1 toneladas, foi capturada em 1970 na costa do estado de Washington quando tinha apenas cerca de quatro anos de idade. Logo após sua captura, o Miami Seaquarium foi adquirido. A orca logo se tornou uma das principais atrações do local, realizando espetáculos para o público. No entanto, ao longo dos anos, ativistas dedicados à proteção dos direitos dos animais vinham denunciando as condições de cativeiro nas quais ela vivia, em um tanque relativamente raso com dimensões de 24 metros de comprimento por 10 metros de largura.

Em março, o condado de Miami-Dade havia anunciado planos para transportar Lolita de volta ao oceano, na costa do estado de Washington, nos próximos dois anos. No entanto, a triste notícia de sua morte agora põe um fim a esses planos. No ano passado, devido a problemas de saúde, Lolita já havia saído de se apresentar ao público, levantando preocupações sobre seu bem-estar. Sua partida deixa uma marca significativa na discussão em torno dos direitos dos animais em cativeiro e a importância de proteger as espécies marinhas em ambientes naturais.

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