Wallace Landim, popularmente conhecido como ‘Chorão’, disse que o ‘país vai parar novamente’, caso a política de preços da Petrobras não seja modificada.

Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (ABRAVA) e um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim, popularmente conhecido como “Chorão”, se manifestou após a Petrobras aumentar o preço da gasolina em 5,2% e do diesel em 14,3%. Em nota, ele culpou Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo reajuste dos combustíveis. Além disso, Wallace não descartou fazer uma nova paralisação da categoria, caso a política de preços não seja alterada pelo presidente da República.

“O governo se acomodou e, por ironia do destino, o ministro apelidado de posto Ipiranga, que deveria resolver esse problema, é o grande culpado deste caos. Hoje chegamos nesse ponto crítico, sendo que ainda temos sérios riscos de falta de diesel. Bolsonaro precisa entender que ficar dando ‘chilique’ não vai resolver o problema”, escreveu Chorão. “A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços da Petrobras, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve, no entanto, é o mais provável”, continuou.

Pouco antes da Petrobras oficializar o reajuste, o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a estatal. Em uma publicação em seu perfil oficial no Twitter, o chefe do Executivo federal afirmou que o governo federal “é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobrás em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais”. Em uma segunda postagem, o mandatário do país disse que um aumento nas tarifas “pode mergulhar o Brasil num caos”, citando, na sequência, a greve dos caminhoneiros que paralisou o país em 2018.

 

 

 

Fonte: JP Notícias