O Amazonas tem oito aeroportos no interior do Estado cuja administração será transferida do Poder Público para as mãos de empresas privadas. A mudança na administração faz parte dos planos do governo Federal em cortar gastos e melhorar os serviços oferecidos à população.

A lista abrange os aeroportos de Parintins, Barcelos, Carauari, Eirunepé, Lábrea, Coari, Maués e São Gabriel da Cachoeira.

Para entregar os aeroportos à iniciativa privada, o governo Federal realizará uma série de leilões em 2022, como parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

O deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo, explica que o PPI é uma solução encontrada pelo governo para levar investimentos de empresas privadas a áreas com potencial de desenvolvimento econômico.

No Amazonas, além do leilão de aeroportos, estão programadas parcerias em setores como fornecimento de energia elétrica, processamento de dados, exploração mineral e radiocomunicação, entre outros.

“O PPI foi criado para levar ao interior do Estado os investimentos de empresas privadas”, afirma Pablo. “É uma parceria que garantirá a aplicação de mais de R$ 8 bilhões nos próximos anos,”, acrescentou.

A maioria dos aeroportos no interior é administrada pelas prefeituras, que reclamam da falta de recursos para garantir a segurança das aeronaves e dos passageiros. Com a concessão para o setor privado, o governo pretende modernizar os aeroportos e melhorar os serviços aeroportuários.

Deputado Pablo lembra que ano passado, os oito aeroportos que serão leiloados receberam 58,5 mil passageiros em voos regulares. “Somente em Parintins, tivemos mais de 27 mil passageiros ao longo de 2019. Isso prova a viabilidade econômica dos aeroportos”, comparou.

Pablo disse que vai acompanhar os processos de concessão programados pelo governo. A intenção é garantir que a qualidade nos serviços oferecidos à população seja ampliada, sem que a sociedade tenha que pagar mais caro por isso.