Analistas recomendam a injeção de 16% para perfis moderados e 25% para perfis mais arrojados, mas é preciso ficar atento para evitar problemas.

Com a taxa de juros mais baixa da história, investidores brasileiros estão buscando alternativas para obter maior rentabilidade. Além de diversificar a maior parte das aplicações em carteiras dentro do país, muitos também estão empenhando uma parcela considerável de recursos em investimentos internacionais. Antes da pandemia, a recomendação era negativa em -3% em fazer aportes fora do Brasil. Agora, analistas recomendam a injeção de 16% para perfis moderados e 25% para perfis mais arrojados, chegando a quase 1/4 do montante em ativos internacionais. No entanto, é preciso ficar atento. A economista e especialista em internacionalização de capital, Tatiana Goes, explica que este movimento já aconteceu em 2014 e alerta que é preciso tomar cuidado para fazer as transações de maneira segura e responsável para que não haja problemas nem no Brasil, nem no exterior. “Quer dizer, se eu falecer o meu dinheiro que está no meu banco local, no Brasil, vai ter que pagar imposto sucessório e nos Estados Unidos também tem que pagar. Na minha Pessoa Física eu pago lá 40% de imposto sobre o montante total do capital. É barato, é simples, eu posso fazer, mas é preciso entender as questões contábeis.”

Para muitas pessoas quando sobre dinheiro o importante é poupar ao invés de sair gatando. Alguns não se importam com os riscos e querem ganhos maiores, mas há também os conservadores. Independente do perfil, a indicação é sempre avaliar a conjuntura. “A gente não tem um mercado de capitais totalmente maduro, a gente sofre muito com as intempéries políticas-econômicas globais, alguma coisa acontece e investidor dentro do Brasil fica sem saber para onde ir. Ano que vem a gente vai ter eleições, sabe-se lá o que vai acontecer com a B3, com o Ibovespa, com a renda fixa e tudo mais. Qualquer espirro que um político dê na televisão normalmente interfere no mercado financeiro. É diferente de falar dos Estados Unidos, do Reino Unido”, afirmou. Nos últimos dez anos, o real perdeu cerca de 60% em relação ao dólar. Vale destacar que todo investimento dentro ou fora do Brasil tem que ser declarado, com indicações claras da origem legal dos recursos.

Fonte: JP Noticias