Manaus- A Polícia Civil do Amazonas, efetuou nesta sexta-feira (04), por volta das 9h, a prisão de um jovem de 18 anos, em cumprimento a mandado de prisão preventiva pelo assassinato da própria companheira, a adolescente Safira Ferreira da Silva, que tinha 16 anos. O crime ocorreu na última terça (01), por volta das 21h, no bairro São José Operário, zona leste de Manaus.

Durante coletiva de imprensa realizada na sede da Especializada, localizada na avenida Mário Ypiranga Monteiro, bairro Parque Dez de Novembro, zona centro- sul, a delegada Débora Mafra, informou que o crime ocorreu na casa onde o casal morava, e a mãe da vítima só teve conhecimento do fato após familiares do acusado informarem por ligação que o indivíduo havia cometido o crime.

Na ocasião, ele ainda tentou socorrer Safira e a levou para o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio Pereira Machado, naquela mesma zona da cidade, mas a vítima não resistiu e foi a óbito.

As investigações apontam que a vítima foi atingida por um tiro na região da cabeça e ficou com a bala alojada, além de uma das veias do coração ter sido atingida. Diante dos fatos, foi representado pelo mandado de prisão preventiva em nome dele, e a ordem judicial foi expedida na quinta-feira (03), pelo Plantão Criminal.

“Imediatamente iniciamos as diligências, e o jovem foi preso nesta sexta-feira (04/06), no prédio da unidade policial”, relatou a delegada.

Segundo Débora, durante depoimento, ele alegou que atirou acidentalmente em Safira e que a arma utilizada no crime pertencia a uma terceira, e ele estava apenas guardando-a.

“O relacionamento do autor com a vítima durou cerca de oito meses, desde que ambos se conheceram por meio das redes sociais. Safira engravidou e teve seu primeiro filho. Ela havia se mudado para a casa da mãe do indivíduo, há cerca de um mês”, contou a titular da DECCM.

Ele irá responder por feminicídio no âmbito da Lei Maria da Penha. Ao término dos trâmites cabíveis, ele será levado para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: Opinião Manauara