Manaus | 4 de junho de 2026 | 14:24:11

Ibovespa em alta pelo segundo dia consecutivo e dólar recua com indicadores de emprego fracos nos EUA

Desempenho positivo de empresas nacionais e expectativas sobre Política Monetária impactam mercados.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira (B3), manteve sua trajetória ascendente nesta semana, fechando pela segunda vez consecutiva com ganhos. Na terça-feira, 29 de agosto, o índice registrou um avanço sólido de 1,10%, atingindo a marca de 118.403 pontos.

O excelente desempenho das ações da Vale, que valorizaram 3,19%, novamente contribuiu para essa alta, dado seu peso significativo no Ibovespa. O setor bancário também se destacou, com Itaú Unibanco subindo 1,58%, Bradesco ganhando 1,18% e Banco do Brasil registrando um aumento de 0,56%. Enquanto isso, a Petrobras, outro importante participante no índice, apresentou oscilações, mas fechadas em território positivo, com um incremento de 0,37% em suas ações ordinárias.

Um dos tópicos de grande interesse entre os investidores foi a aquisição pela Minerva de 16 unidades da Marfrig, um negócio avaliado em R$ 7,5 bilhões. Contudo, essa transação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Conforme informações da plataforma TradeMap, essa ação resultou em um ganho de R$ 475 milhões no valor de mercado da Marfrig, enquanto a Minerva sofreu uma redução de R$ 1,16 bilhão. No pregão de terça-feira, as ações da Marfrig (MRFG3) cresceram 10,70%, contrastando com a avaliação de R$ 4,44 bilhões na segunda-feira (28/8).

Em contrapartida, as ações da Minerva seguiram em direção oposta, experimentando uma queda de 18,26% e uma redução correspondente de R$ 1,16 bilhão em seu valor de mercado. No dia anterior, a empresa estava avaliada em R$ 6,39 bilhões, mas essa cifra prejudicada para R$ 5,22 bilhões no decorrer do dia.

A Bolsa brasileira também se beneficiou de um dia mais tranquilo nos mercados internacionais. Divulgações nos Estados Unidos indicaram uma desaceleração na atividade econômica americana. Esse tipo de sinal pode ser interpretado como um possível rompimento na política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), com manutenção das taxas de juros em seus níveis atuais. Entretanto, essas interpretações variam diariamente, dependendo das informações divulgadas pelos Estados Unidos.

No que tange ao dólar, por volta das 17 horas, a moeda estava em queda de 0,45%, com uma cotação de R$ 4,8560. Durante o dia, o dólar registrou sua mínima em R$ 4,8495 e sua máxima em R$ 4,9014.

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