Segundo ele, o presidente tem dado sinais de que vai escolher outra pessoa para ‘acompanhá-lo na sua caminhada para a reeleição’; general pode disputar uma vaga no Senado.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, voltou a falar sobre o futuro político dele – e deve ser afastado de Jair Bolsonaro. Segundo ele, por uma questão ética, não concorre com o atual presidente, mas o general não descarta a possibilidade de concorrer ao Senado Federal. “Até o presente momento, o que eu tenho visto em diversas declarações do presidente Bolsonaro é que ele precisaria de outra pessoa no meu lugar, apesar dele nunca ter dito isso pessoalmente para mim. Mas a interpretação que tenho feito dos sinais que têm sido colocados é que ele vai escolher outra pessoa para acompanhá-lo na sua caminhada para a reeleição. E se abrir uma possibilidade, eu vejo que disputar uma cadeira no Senado pelas características do Senado, que estariam mais ao encontro da maneira como eu atuo”, afirmou. Mourão deve concorrer no Rio Grande do Sul e pelo PRTB que, segundo o general, passa por um momento de reorganização após a morte de Levy Fidelix, no último final de semana.

Às vésperas da instalação da CPI da Covid-19, em uma live promovida pelo jornal Valor Econômico, o vice-presidente elogiou o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que deve ser um dos principais investigados. No entanto, Mourão disse que defendeu a saída do general da ativa do Exército. “A gente não pode tomar uma instituição por um dos seus integrantes. O Pazuello eu conheço também há bastante tempo, foi meu subordinado, é um camarada de valor, é um planejador logístico. Agora, uma coisa eu falei par ele pessoalmente, disse para ele que deveria ter pedido transferência para a reserva, isso ele deveria ter feito.”

O vice-presidente minimizou as saídas dos três comandantes das Forças Armadas e a exoneração do superintendente da Polícia Federal na Amazônia, Alexandre Saraiva, negando conhecimento sobre o motivo da demissão. “Aparentemente, todo mundo raciocina que ‘ele confrontou o ministro do meio ambiente e foi demito’, acho que é uma resposta meia rasa, meia simples. Considero que qualquer profissional da Polícia Federal que vá assumir no lugar dele, que está assumindo, vai manter esse trabalho. Prefiro olhar dessa forma, por ser a Polícia Federal uma organização de Estado, não de governo”, disse. O general classificou a Cúpula do Clima como uma carta de intenções, devido ao curto tempo que cada líder teve para falar e por não haver a interação física. Mourão também disse que o governo tem o objetivo de reduzir o desmatamento da Amazônia até julho e, assim, destravar o Fundo Amazônia, financiado pela Noruega e Alemanha.

Fonte: JP Noticias