De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, medidas de apoio a empresas também serão mantidas.

O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, afirmou ontem segunda-feira (7/6) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, garantiu que o auxílio emergencial e as medidas de apoio a empresas, como o Benefício Emergencial (BEm), serão mantidos até que toda a população seja vacinada contra a Covid-19.

A declaração foi feita a jornalistas, no Palácio do Planalto, após reunião de empresários com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na fala, Melles se referiu à população como “rebanho”.

“Hoje, ele [Guedes] colocou aquilo que a gente esperava: o auxílio vai até o rebanho [população] estar vacinado. Essa foi a colocação positiva e boa que dá uma certa tranquilidade. A nossa previsão [do Sebrae] é que no final de outubro, pelos estudos que fizemos, nós estaríamos com o rebanho vacinado”, disse Carlos Melles.

Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, a equipe econômica já reconhece que, se os números da pandemia seguirem ruins, a extensão do benefício será inevitável.

Em conversas reservadas, no entanto, Guedes pondera que a eventual prorrogação deverá ser seguida pelo lançamento do novo programa social que substituirá o Bolsa Família.

O auxílio

Em 2021, o retorno do benefício vem sendo feito em quatro parcelas, com valores específicos conforme o perfil de quem o recebe. O valor médio dessa rodada é R$ 250, mas pode variar de R$ 150 a R$ 375, a depender da composição de cada família.

No ano passado, o auxílio emergencial socorreu 68 milhões de cidadãos diretamente, totalizando um gasto público sem precedentes, que atingiu montante superior a R$ 300 bilhões em pagamentos. Os beneficiados receberam ao menos cinco parcelas de, no mínimo, R$ 600.

Em setembro, o governo decidiu prorrogar o auxílio até dezembro, no valor de R$ 300, mas redefiniu as regras e só 56% dos aprovados fora do Bolsa Família tiveram direito a receber mais quatro parcelas extras.

Fonte: Metrópoles