Medida ocorreu em razão do alto número de internações por Covid-19.

O Governo do Amazonas anunciou, nesta quinta-feira (7), suspensão de cirurgias eletivas não urgentes em todo o Estado pelo período que durar o pico da pandemia e a situação de emergência na saúde pública.

As únicas cirurgias eletivas que serão mantidas, de acordo com o governo, são as cardíacas, ortopédicas, oncológicas e aquelas que podem causar danos permanentes ao paciente caso não sejam realizadas durante o período de adiamento. As demais estão suspensas por tempo indeterminado.

A decisão foi baseada em nota técnica conjunta entre a SES-AM e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), sobre a segurança do paciente. A resolução com a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas (DOE).

A nota técnica estabelece uma série de orientações para as equipes de trabalho cirúrgico sobre triagem, fluxo de atendimento, estratégia de otimização da agenda, higienização e uso de máscara, entre outros.

O adiamento de alguns procedimentos eletivos ocorre em consonância com a recomendação do Conselho Regional de Medicina (Cremam) nº 02/2020, que discorre sobre o adiamento de cirurgias e procedimentos invasivos-eletivos de pacientes com doenças benignas.

De acordo com o governo, a resolução do órgão também propõe a suspensão temporária de cirurgias em pacientes com fatores de risco com idade superior a 50 anos, hipertensos, diabéticos, cardiopatas, pneumopatas, renais crônicos e tabagistas.

No caso dos procedimentos adiados, os recursos humanos e materiais envolvidos serão liberados e redirecionados para o enfrentamento da emergência de saúde pública, em razão da pandemia por Doenças Infecciosas Virais (Covid-19).

Alta de casos da Covid-19

O Amazonas voltou a bater o recorde diário de internações por Covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 200 novas hospitalizações. Os cemitérios também voltaram a registrar números altos de enterros, que cresceu 80% em 15 dias.

Nesta semana, o prefeito de Manaus, David Almeida, decretou estado de emergência por 180 dias por conta do avanço da Covid-19 na cidade.

No Amazonas, o estado de calamidade pública já estava em vigor desde o dia 23 de março, quando o estado contabilizava apenas 32 casos confirmados de Covid-19. Na decisão, foi determinado o fechamento do comércio de serviços não essenciais. Após prorrogações, o decreto ficou em vigor até 31 de dezembro do ano passado, e agora foi novamente prorrogado.

Fonte: G 1 Am