O governo federal apresentou na última quarta-feira, 16, o Plano Nacional de Imunização contra o coronavírus. No entanto, o Brasil não tem a quantidade suficiente de agulhas nem seringas para vacinar toda a população. Por isso, o ministério da Saúde vai escalonar a compra dos insumos. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a entrega dos produtos será permitida até 31 de dezembro de 2021.

Além de não ter como aplicar a vacina, o Brasil também não tem nenhum imunizante à disposição. A vacina da Pfizer, que já está sendo usada no Reino Unido e nos Estados Unidos, ainda não pediu uso emergencial à Anvisa.

Ontem, o ministério divulgou um edital para a compra de 300 milhões de kits. Com a previsão de entregar até 31 de dezembro do próximo ano, a vacinação deve seguir ao longo de 2022. A maior parte dos imunizantes contra covid-19 desenvolvidos no mundo têm duas doses.

Por outro lado, a Organização Pan-Americana da Saúde afirmou que 40 milhões de seringas com agulhas pedidas pelo Brasil devem ser entregues até março de 2021. A Opas tenta negociar a entrega antecipada com as empresas fornecedoras.

O aviso de licitação prevê que as propostas para compra dos materiais podem começar a ser enviadas no dia 29 de dezembro. A compra e entrega podem ser feitas de forma escalonada, diante da necessidade do alto número de seringas e agulhas.

No total, seriam 300 milhões de seringas e agulhas com o custo de R$ 62,1 milhões. O primeiro lote, que teria 20 milhões unidades para combater a pandemia, deve chegar até 31 de janeiro.

O edital permite que empresas estrangeiras participem, desde que tenham representação legal no Brasil.

De acordo com informações da Folha, o ministério da Economia pediu há seis meses para que Eduardo Pazuello se manifeste sobre o interesse público na importação de seringas da China. Guedes pediu para que o ministério da Saúde responda a solicitação até o dia 28 de dezembro.

Fonte: Yahoo Noticias