Evento, realizado com parceiros, vai promover potencialidades da região e busca atrair negócios para impulsionar nova matriz econômica e sustentável.

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), realiza, no período de 14 a 25 de junho de 2021, em formato virtual, o Fórum de Inovação em Investimentos na Bioeconomia Amazônica (F2iBAM).

O Fórum é uma iniciativa conjunta com a rede Uma Concertação pela Amazônia, que reúne os nove estados da Amazônia Legal em torno de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável da região. A partir desta edição, o F2iBAM torna-se um evento anual permanente, integrando o calendário do Plano Recuperação Verde da Amazônia Legal, a ser apresentado no encontro.

O F2iBAM busca, por meio de uma abordagem transversal do tema, discutir inovações no investimento em bioeconomia, com vistas a construir um espaço de convergência, por um lado, de informações sobre empreendimentos, projetos, programas, e, por outro, de fontes de investimentos.

O Governo do Amazonas vem empregando esforços contínuos em várias frentes, principalmente, na construção de políticas públicas que serão a base para fomentar os mercados da bioeconomia no estado.

“Estamos contentes em liderar este evento que será de extrema importância para a bioeconomia na região amazônica e em poder partilhar dessa iniciativa juntamente com o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. O Amazonas tem inúmeras potencialidades para os mercados da bieoconomia e, no que depender do Governo do Estado, vamos incentivar as cadeias produtivas e levar mais desenvolvimento para o nosso interior”, destacou o governador do Amazonas, Wilson Lima.

Para o titular da Sedecti, Jório Veiga, a iniciativa é uma excelente oportunidade para dialogar com potenciais investidores e mostrar as inúmeras possibilidades de investimentos nas cadeias produtivas no enorme potencial da bioeconomia no Amazonas.

“Temos várias potencialidades de mercado na bioeconomia no Amazonas, como é o caso da castanha, onde podemos chegar a uma fatia maior do mercado internacional. Vale lembrar que, recentemente, o Governo do Amazonas firmou convênio com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) de R$ 2,2 milhões, que serão implementados em ações de fortalecimento das cadeias produtivas da castanha-do-Brasil, do guaraná nativo e pirarucu selvagem. Desse total, R$ 200 mil são de contrapartida do Governo do Estado, e esse convênio foi possível por meio do projeto Fortalecimento de Cadeias Produtivas da Sociobiodiversidade com Enfoque na Inovação e Bioeconomia no Amazonas, também conhecido como InovaSocioBio”, destacou Jório Veiga.

O projeto InovaSocioBio irá beneficiar cerca de 7.500 agroextrativistas e seus empreendimentos comunitários, além de técnicos extensionistas, associações e cooperativas de produtores.

Toda a organização do evento está sob a coordenação da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) da Sedecti. A secretária executiva, Tatiana Schor, reforça que o F2iBAM é uma iniciativa que tem como objetivos norteadores a conservação da biodiversidade, a ciência e tecnologia voltadas ao uso sustentável da sociobiodiversidade, a diminuição das desigualdades sociais e territoriais e a expansão das áreas florestais biodiversas e sustentáveis.

“Queremos, com a realização do Fórum, mostrar a vasta possibilidade de se investir na bioeconomia amazônica de uma forma sustentável e que, além de tudo, esses negócios possam garantir impactos sociais para a população que mais precisa. Isso inclui, principalmente, a agricultura familiar e as organizações de base da região. A ideia é fomentar essa matriz econômica que é a bioeconomia amazônica com resultados mais igualitários e com desenvolvimento sustentável”, esclarece a secretária da Secti.
F2iBAM – O F2iBAM é fruto da parceria entre a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia e o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável Amazônia Legal que busca proporcionar um espaço de troca de informações sobre empreendimentos, projetos e programas com o objetivo de repensar fontes de financiamento capazes de alavancar a economia verde como uma nova matriz de desenvolvimento. A biodiversidade amazônica tem se apresentado como chave para fomentar modelos econômicos capazes de agregar valor à floresta em pé e de gerar prosperidade para as comunidades locais.

Para o público do F2iBAM são esperados pesquisadores, especialistas, empreendedores, investidores, gestores públicos e representantes da sociedade civil, que irão se reunir virtualmente para debater os caminhos para a criação de novos mecanismos de financiamento de negócios ligados à bioeconomia da Amazônia.

O F2iBAM será realizado totalmente on-line, com 15 painéis e a participação de profissionais com atuação nacional e internacional. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site: www.bioeconomiaamazonica.com.br

O objetivo do evento é proporcionar um ambiente favorável à articulação de redes de parceiros para a construção de mecanismos inovadores de financiamento, conectando especialistas em finanças e investimentos, organizações de fomento ao empreendedorismo, incubadoras e aceleradoras, bancos de desenvolvimento, formuladores de políticas públicas, entre outros, para aumentar a escala dos investimentos e do impacto social positivo desses atores na Amazônia.

“É preciso colocar luz sobre as conexões existentes entre a biodiversidade e a agenda climática, bem como suas implicações para os negócios e investimentos. O contexto global pede ações concretas para dar escala aos modelos sustentáveis, ao mesmo tempo em que é necessário investir em infraestrutura que permita o desenvolvimento destas cadeias produtivas, o protagonismo das comunidades tradicionais e uma distribuição justa dos benefícios gerados”, afirma o governador do Maranhão e presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, Flávio Dino.

Bioeconomia no Brasil – A bioeconomia brasileira movimenta um mercado de US$ 326 bilhões, segundo levantamento feito em 2018 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). No entanto, o montante engloba 12 setores produtivos, entre eles a agropecuária, que representa 53% da receita. Torna-se necessário qualificar as atividades da bioeconomia, inclusive, para mostrar que a bioeconomia sustentável ainda requer investimentos com características específicas.

“No Brasil, a economia sempre esteve ligada ao uso de recursos naturais, desde a exploração do pau-brasil aos dias de hoje, com o agronegócio. No entanto, a economia global hoje caminha para incluir a biodiversidade de forma mais estratégica em suas atividades, e o Brasil tem tudo para ocupar uma posição de liderança nesse caminho”, afirma Carolina Genin, diretora de Clima do WRI Brasil e colíder do Grupo de Trabalho em Bioeconomia da rede Uma Concertação pela Amazônia.

“Embora existam exemplos de programas de incentivo a modelos sustentáveis de extrativismo e sistemas agroflorestais, não há uma estratégia nacional para a bioeconomia. Menos ainda algo que contemple a riqueza social e cultural atrelada a ela em regiões como a Amazônia”, complementa Genin.

O F2iBAM terá periodicidade anual e fará parte do calendário de eventos do Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal, conjunto de medidas para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável da região. A iniciativa é do grupo de nove estados que fazem parte da Amazônia Legal e foi apresentada em abril para embaixadores dos Estados Unidos e Europa. O combate rigoroso do desmatamento e o fortalecimento da bioeconomia são os principais eixos que norteiam as propostas.
O evento ocorre em um momento emblemático, com a volta dos Estados Unidos (EUA) às discussões ambientais após a eleição de Joe Biden, e a proximidade da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 15) das Nações Unidas (ONU), que acontecerá na China, em outubro; e da 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), em Glasgow, na Escócia, em novembro, ocasião na qual a agenda climática assume um papel central no cenário internacional, com novos contornos geopolíticos e sociais.

O F2iBAM conta também com o patrocínio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), do Fundo JBS pela Amazônia, e dos bancos: Bradesco, Itaú Unibanco, e Santander, além de apoio institucional do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Acesso – Para ter acesso à programação e saber como se inscrever, basta acessar o site: www.bioeconomiaamazonica.com.br

O evento virtual acontecerá de 14 a 25 de junho, de segunda a sexta-feira, com um ou dois painéis diários, das 11h às 12h30 e das 15h às 16h30 (horário de Brasília). Haverá tradução simultânea para inglês e espanhol.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 24 de maio, no site www.bieconomiaamazonica.com.br.

Parceiros – A realização do F2iBAM tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Sedecti; do Instituto Arapyaú; e do WRI Brasil.

Consórcio – O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal reúne os nove estados da região em torno de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento sustentável da região.

Uma Concertação pela Amazônia – É uma rede de pessoas, entidades e empresas formada para buscar soluções para a conservação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Hoje, reúne mais de 200 lideranças engajadas em criar um espaço democrático onde as dezenas de iniciativas em defesa da Amazônia se encontrem, dialoguem, aumentem o impacto de suas ações e gerem novas ações em prol da floresta e das populações que vivem na região.

Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal – A iniciativa tem como principal objetivo implementar uma série de medidas para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia brasileira de maneira sustentável.

FOTOS: Divulgação/F2iBAM