Manaus | 4 de junho de 2026 | 20:52:40

Gasolina sobe 3,3% no país na primeira semana após reoneração dos combustíveis

PO7 S??O PAULO 05/03/2012 POSTO / GASOLINA / CAMINHONEIROS / MARGINAIS / METR??POLES Emerson Guilherme, gerente do Autoposto Estado SP, da Petrosul, na av. Eng. Caetano ??lvares (zona norte), ao lado de uma bomba sem gasolina. Os caminh??es de abastecimento n??o haviam chegado ao posto em raz??o do protesto dos caminhoneiros contra a restri????o a circula????o nas marginais. FOTO PAULO LIEBERT/AE

Preço médio do litro subiu R$ 0,17 e chegou a R$ 5,25 com volta da cobrança dos impostos federais; maior valor, de R$ 6,99, foi registrado em São Paulo.

O preço médio do litro da gasolina subiu R$ 0,17, um crescimento de 3,3%, em comparação aos sete dias anteriores. O aumento ocorre após a retomada da cobrança de impostos federais, que entraram em vigor no primeiro dia deste mês. De acordo com relatório divulgado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a gasolina foi vendida no país, em média, a R$ 5,25 na semana passada. Esse é o maior preço desde a última semana de agosto de 2022. O mercado espera que o valor do litro do combustível aumente R$ 0,26 após a volta dos impostos. A gasolina mais cara no país foi encontrada em Barueri e em Santo André, no Estado de São Paulo, a R$ 6,99 por litro. Outro combustível que registrou aumento (2,4%) no valor médio foi o etanol, que chegou a R$ 3,88 por litro. A alta é de R$ 0,09. Por outro lado, o preço médio do diesel caiu 0,5% no mesmo período, ou seja, chegou a R$ 6,02 por litro. No último dia 27, o Ministério da Fazenda anunciou a volta da tributação dos combustíveis, mas com uma carga maior sobre a gasolina em relação ao etanol.

Economistas e especialistas diz têm feito cálculos e revendo para cima as projeções de inflação para 2023 por conta da reoneração dos combustíveis. O anúncio da volta de impostos que estavam zerados para a gasolina e etanol foi feito à reboque do fim de uma medida provisória que, desde o ano passado, mantinha zerada a alíquota de PIS, Confins e Cide para os combustíveis. O economista chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes, até então apostava em uma inflação para este ano da ordem de 6,2%, bem acima do teto da meta. O centro da meta está em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 p.p para cima ou para baixo. Agora, com a reoneração a pressão sobre os preços para o consumidor é inevitável, segundo Bentes:
“Os combustíveis, ao sofrerem essa reoneração, por serem os itens com maior peso na composição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), vão fazer com que a atividade econômica desacelere, dado que os juros já estão em um patamar elevado e isso deve fazer também com que as expectativas quanto a inflação deste ano continuem sendo reajustadas para cima”. A desoneração de impostos sobre os combustíveis foi uma estratégia usada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para conter a alta de preços, juntamente com o teto do ICMS para combustíveis, telecomunicações, energia e transportes. Estas medidas contribuíram para controlar a inflação brasileira em 2022. Ainda assim, ela ficou fora do teto da meta.

Fonte: JP Notícias

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