Manaus | 4 de junho de 2026 | 20:58:56

Filho de Jair Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Civil do DF por suspeita da associação criminosa

‘Operação Nexum’ investiga Jair Renan Bolsonaro e outros envolvidos em esquema de estelionato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Jair Renan Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, está entre os alvos da ‘Operação Nexum’ realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quinta-feira, 24. A operação foca em um grupo suspeito de associação criminosa , estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Durante a ação, foram cumpridos dois mandatos de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva, abrangendo locais no Distrito Federal e em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Um dos indivíduos detidos é Maciel Carvalho, instrutor de tiro de Jair Renan Bolsonaro, apontado pela polícia como o suposto líder do esquema. Maciel já havia sido alvo de outras operações ao longo do ano por crimes tributários, emissão irregular de notas fiscais e uso de documentos falsos para atividades relacionadas a negociações e cursos de tiro. O esquema também envolveu a promoção de treinamento através de uma empresa registrada em nome de uma “laranja”.

O advogado Samuel Magalhães, que representa Maciel, afirmou não ter conhecimento das acusações e pretende se manifestar após ter acesso ao inquérito policial. O deputado federal Eduardo Bolsonaro atribuiu a operação a uma suposta “perseguição política” contra a família e alegou que Jair Renan Bolsonaro está tranquilo, embora o alvo da operação não fosse inicialmente ele.

Durante a operação, foram realizadas buscas em duas residências de Jair Renan, um apartamento em Balneário Camboriú e outra propriedade em área nobre de Brasília. Investigadores detalhados do alegado esquema de fraudes e envolvidos através de materiais compreendidos em operações anteriores. A Polícia Civil revelou a existência de uma associação criminosa que usava terceiros como “testa de ferro” para ocultar a verdadeira propriedade de empresas de fachada e “fantasmas” utilizadas pelo alvo principal e suas comparações.

O diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da PCDF, delegado Leonardo de Castro Cardoso, confirmou que os mandatos de busca e apreensão foram cumpridos e que telefones e equipamentos eletrônicos apreendidos serão submetidos a perícia para contribuir com a investigação, que já está em andamento há sete meses.

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens