A empresária, filha da vereadora Glória Carrate, disse que muitos irão criticá-la por não conhecer sua história e sua luta diária.

O salão de beleza Sempre Bella, da empresária Michelle Carratte, filha da vereadora Glória Carratte e do ex-deputado Miguel Carratte, conseguiu na Justiça o direito de reabrir as portas durante o período de pandemia.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Sempre Bella localizado no  Vieiralves, avisa as clientes que volta a funcionar nesta quarta-feira (20).

O mandado de segurança impetrado por Michelle teve como base o Decreto Federal n° 10.344/2020, de 8 de maio de 2020, que incluiu salões de beleza e barbearias e atividades essenciais, desde que sigam as determinações de segurança estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

A autorização para reabrir as portas foi concedida pelo juiz da 5ª. Vara da Fazenda Pública do AM, Cezar Luiz Bandiera.”Cumpre destacar que, conforme mencionado na petição inicial, o funcionamento da empresa fica condicionado à observância das demais regras atinentes ao combate ao Covid-19 e exigências da OMS e Anvisa, tais como uso de máscara e respeito ao distanciamento necessário”, escreveu o magistrado.

A decisão vai contra os decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus, que estabelecem regras de distanciamento social para evitar a propagação do coronavírus.

No Instagram, Michelle Carratte argumenta que não pode ficar em casa esperando pandemia passar. “Muitos irão me criticar, mas eles não conhecem a sua história, a sua batalha diária”, escreveu na rede social.

Glória e Michelle Carrate

No mês passado, os pais de Michelle, a vereadora Glória Carratte e o ex-deputado Miguel Carratte, foram diagnosticados com coronavírus. Ele teve pneumonia viral causada pelo Covid-19, que comprometeu o funcionamento dos pulmões. Ambos ficaram em tratamento domiciliar e só voltaram às atividades diárias na semana passada.

Glória Carratte chegou a pedir orações nas redes sociais pela recuperação do marido.

Se o salão Sempre Bella mantiver a decisão de reabrir as portas, outros salões podem alegar jurisprudência sobre a medida e conseguir a liberação para funcionamento, mesmo o Estado enfrentando novos casos de coronavírus e de mortes provocadas pela doença.