O perfil predominante é de pacientes entre 20 e 49 anos, de classes A e B

De acordo com a diretora-presidente do órgão, pequeno crescimento do número de casos está ligado a pessoas de boa condição social que estão se expondo a aglomerações

Pessoas das classes A e B que têm frequentado bares, casas noturnas e festas particulares têm sido os principais disseminadores do coronavírus em Manaus. A informação é da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto, que fez declarações públicas nesta sexta-feira, após a reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no Estado.

De acordo com ela, o pequeno aumento no número de casos verificado em Manaus, após semanas consecutivas de curva descendente,  é fruto de pessoas que se expuseram em aglomerações, especificamente em ambientes de recreação. “São pessoas que estavam em passeios de barco, em festas juntos, casas noturnas…há casos de pelo menos dez pessoas que foram contaminadas em um bar específico”, relatou Rosemary.

O perfil predominante é de pacientes entre 20 e 49 anos, de classes A e B, que são contaminados pelo vírus mas não chegam a apresentar maiores gravidades. No entanto, diante da característica da doença, algumas pessoas acabam enfrentando complicações de saúde. Segundo Rosemary, o principal reflexo aparece nas unidades privadas de saúde. “Essas pessoas contraíram o vírus, levaram para suas casas e locais de trabalho e contaminaram outras pessoas mais suscetíveis”.

Por conta disso, segundo a diretora-presidente, o Governo não deve fazer novas flexibilizações nas atividades econômicas e vai  seguir vetando grandes aglomerações, o que causou o adiamento do Festival de Parintins para 2021

Fonte : A crítica