Detentos exigiam melhora na comida, retorno das visitas, iluminação no presídio e troca de secretaria.
A manhã deste sábado (2) iniciou com imagens de uma rebelião no presídio do Puraquequara em Manaus, onde os presos cerraram as grades e fizeram agentes penitenciários de reféns por volta das 6h00 da manhã, durante o café da manhã. Segundo familiares de presos, a rebelião era para exigir melhores condições dentro do presídio.
Fora das celas, os presos se aglomeram em torres de caixa d’água que ficam localizadas na área externa do presídio, onde protestaram com reféns.

Exigências
Em vídeos que circularam por grupos de WhatsApp, os detentos reclamavam da iluminação, comida, falta de remédio, além de contestar a suspensão das visitas. De acordo com eles, funcionários teriam levado o vírus para dentro do sistema prisional e não os familiares. Enquanto isso, sete agentes carcerário eram mantidos como reféns os presos.
Em outro vídeo eles exigem que um dos agentes convoque Coronel Amadeu Soares que é ex-secretário de segurança de Amazonino, Epitácio Almeida do direitos humanos , Juiz Luiz Carlos Valois e a imprensa
https://youtu.be/hbhk3Q-fbQc
Politicamente falando
Pedir a presença da imprensa e do representante dos Direitos Humanos da OAB é comum em rebeliões. Entretanto, a reivindicação dos presos é a presença do coronel Amadeu que foi ex-secretário dos governos Omar Aziz e Amazonino Mendes.
Amadeu Soares comandou as Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e foi secretário do projeto Ronda no Bairro na época em que o Amazonas era governado por Omar Aziz. O coronel Amadeu também foi secretário de Segurança Pública no governo interino de Amazonino Mendes.
O pedido levanta a suspeita de que a rebelião seja na verdade por causas políticas.
Situação normalizada
O secretário de segurança pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, afirmou que os reféns também não estão feridos e que a situação já está ”normalizada” na unidade. “Nenhum refem ferido gravemente, apenas arranhões, e nenhum preso foi ferido. A situação já está normalizada. As bombas que foram soltas foram só de efeito moral”, afirmou o secretário.
Não houve vítimas
Familiares que acompanhavam a rebelião do lado de fora do presídio chegaram a receber fotos em que apareciam corpos espalhados pelo chão. A SPP-AM negou qualquer registro de mortes dentro da unidade. “As imagens dos corpos no chão não procedem”
Estragos no presídio
Vejam em imagens as condições que o presídio ficou após a rebelião.

Após a chegada dos policiais

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A UPP tem, atualmanete, 1.079 presos. Ainda não há uma estimativa de quantos internos estiveram envolvidos no motim.







