Bannon foi indiciado, na sexta-feira (12/11), por desacato ao Congresso dos EUA. Ele é investigado pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro.

Steve Bannon, ex-conselheiro do ex-presidente dos EUA Donald Trump e próximo ao clã Bolsonaro, se entregou ao Federal Bureau of Investigation (FBI), em Washington, na manhã desta segunda-feira (15/11). Bannon foi indiciado, na sexta-feira (12/11), por duas acusações de desacato ao Congresso norte-americano.

Antes de se entregar, o ex-conselheiro disse, de acordo com a imprensa estadunidense: “Estamos derrubando o regime de Biden, eu quero que vocês fiquem focados, isso é só ruído”. O momento foi transmitido por uma plataforma on-line de direita.

O caso é referente ao não cumprimento de uma intimação emitida pelo Comitê da Câmara que investiga a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro deste ano. Bannon também é acusado de desacato por se recusar a apresentar documentos solicitados pelo colegiado.

“A intimação exigia que ele apresentasse documentos e que comparecesse para um depoimento perante o comitê. De acordo com a acusação, o senhor Bannon recusou-se a comparecer para prestar depoimento conforme exigido pela intimação e recusou-se a apresentar documentos em conformidade com a intimação”, disse o procurador Matthew Graves.

Em sua intimação, o Comitê da Câmara disse ter motivos para acreditar que Bannon tinha informações relevantes para compreender os eventos relacionados a 6 de janeiro. “Bannon, ex-estrategista-chefe e conselheiro do presidente, é cidadão particular desde que deixou a Casa Branca em 2017”, diz o comunicado.

Cada acusação de desacato ao Congresso pode resultar em pena de 30 dias a um ano de prisão, além de multa de US$ 100 a US$ 1.000. Contudo, um juiz do tribunal distrital federal determinará a sentença após julgar o caso. Segundo o comunicado, a data do julgamento ainda não foi definida.

Em agosto de 2020, Bannon foi preso sob a acusação de fraude pelo desvio de até US$ 1 milhão. Foi solto horas depois, depois de pagar uma fiança de US$ 5 milhões.

Fonte: Metrópoles