A movimentação de homens ávidos por prazer fácil sempre fez Flávia faturar alto, tanto com programas quanto com a venda de pó.

A cor dos cabelos muda regularmente, assim como o nome, mas os olhos são sempre de um verde profundo. A garota de programa de luxo Flávia Tamayo, 25 anos, também conhecida como Pamela Pantera, entrou na mira da Polícia Civil do Distrito Federal por abastecer clientes de alto poder aquisitivo da capital da República com porções de cocaína.

Pamela Pantera, como era conhecida, cobrava R$ 1 mil pelo “serviço completo”, segundo investigações da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) no âmbito da Operação Rede.

Capa de revistas masculinas famosas, como a Playboy – edição publicada em Portugal – e a Sexy, e estrela de filmes eróticos da franquia Brasileirinhas, a mulher oferecia uma espécie de cardápio sexual aos clientes mais assíduos. Os preços mais sofisticado sempre eram acompanhados de carreiras de pó.

De acordo com as apurações, Flávia costumava cobrar R$ 250 por uma sessão de sexo oral e R$ 350 pelo vaginal. Por R$ 500, o cliente poderia desfrutar do sexo anal e, por R$ 1 mil, teria direito a três horas de sexo estimulado pelo consumo de cocaína. Para abastecer os homens que desembolsavam grandes quantias pelos momentos de prazer, a garota de programa contava com o apoio de pelo menos três distribuidores. Alguns seriam taxistas.

Segundo as investigações, as entregas eram feitas sempre pelos mesmos fornecedores em um flat no Setor Hoteleiro Norte, onde Flávia recebia quase todos os clientes. O imóvel e todos os outros endereços vinculados a Flávia foram alvo de busca e apreensão. Os policiais conseguiram materializar provas robustas que confirmam o envolvimento da empresária, modelo, atriz e dançarina com o tráfico de drogas.

Flávia estava fora do Distrito Federal quando os mandados de busca foram cumpridos em dois endereços vinculados a ela: um apartamento em Águas Claras e o flat no Setor Hoteleiro Norte. A Polícia Civil não informou o que foi apreendido nos imóveis.

A mulher estava em Florianópolis (SC) no momento da operação desencadeada pela PCDF. Ela teria viajado para a cidade catarinense a trabalho.

A garota de programa alvo de investigação por envolvimento com o tráfico de drogas posou para as lentes da revista Sexy em outubro de 2018 e teve a vista da Esplanada dos Ministérios como pano de fundo para o ensaio fotográfico.

No ano seguinte, atravessou o oceano Atlântico e estampou capa da revista Playboy em Portugal. A edição saiu em fevereiro de 2019. No Brasil, a modelo fez sucesso na indústria do cinema pornô, estrelando uma série de filmes da franquia da Brasileirinhas.

 

Fonte: Metrópoles