O Instituto Butantan, que fabrica no Brasil a vacina Coronavac, começou os testes de eficácia contra a variante do vírus encontrado no Amazonas. Os cientistas querem saber se a vacina é capaz de proteger as pessoas contra a variante P1, que se mostrou mais infecciosa.

De acordo com o diretor do instituto, Dimas Covas, o resultado dos testes ficará pronto até o final deste mês.

Os cientistas brasileiros estão confiantes no resultado dos testes, pois a Coronavac é produzida de forma diferente em comparação a outras vacinas como a de Oxford e a do laboratório da Pfizer.

Segundo Dinas Covas, a Coronavac é produzida a partir do vírus inteiro inativado. Diferente de outros imunizantes que usam como antígeno principal a chamada Proteína S. “A vacina feita de vírus inativado induz resposta imune ampla contra a doença, sem, no entanto, causá-la”, explicou.

Na teoria, a Coronavac é mais eficaz contra mutações do coronavírus do que imunizantes que utilizam parte do material genético ou proteínas do patógeno.

Covas disse também que o laboratório chinês Sinovac começou testes de eficácia contra as variantes do Reino Unido e da África do Sul. Ele ressaltou que análises preliminares mostraram um bom desempenho contra as duas variantes, porém os estudos precisam ser aprofundados.

Importante lembrar que mais de 90% das vacinas distribuídas no Amazonas vieram do Instituto Butantan. Ou seja, se a Coronavac não apresentar eficácia contra a variante P1, todo o processo de imunização já realizado no Estado terá que ser refeito, dessa vez utilizando outras vacinas com eficiência comprovada.