Manaus | 12 de agosto de 2026 | 09:20:55

Estudo avalia liberação da praia da Ponta Negra com subida do Rio Negro em Manaus

Em nota, a administração municipal disse que solicitou ao ao Serviço Geológico do Brasil (SGB) uma nova análise relativa às condições do leito do Rio Regro.

Um estudo avalia a liberação da Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste da capital, após o início do processo de subida do Rio Negro. Nesta sexta-feira (15), o rio está medindo em 15,97 metros. A análise ocorre após o fim da seca severa que atingiu a cidade.

Em nota, a administração municipal disse que solicitou ao ao Serviço Geológico do Brasil (SGB) uma nova análise relativa às condições do leito do Rio Regro, para avaliar a liberação do espaço para o uso da população, após interdição diante da vazante histórica ocorrida este ano.

“Somente após o novo laudo e tendo ainda dados do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CB-AM), cujos salva-vidas fazem atendimento no complexo, a prefeitura fará a avaliação com sua equipe técnica para a abertura do local para banho. Todos os serviços de manutenção, limpeza e segurança estão funcionando plenamente no complexo”, disse a prefeitura.

A decisão de interdição da praia da Ponta Negra para o banho, em razão de segurança e de prevenção contra afogamentos, ocorre devido à proximidade entre o fim do aterro perene e o leito natural do rio, que pode apresentar alterações no terreno, como buracos, desníveis e depressões.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a região amazônica está passando por um processo de seca severa, com chances de seus efeitos e impactos serem repercutidos em 2024, em razão do processo de El Niño, que provavelmente atingirá seu ápice no final deste ano, impactando o período chuvoso na região e possivelmente resultando em anomalias negativas de precipitação na região Amazônica.

“O nível do rio baixou e bateu recorde este ano, na extrema vazante, e a interdição foi uma medida de segurança para minimizar possíveis riscos para os banhistas e com os laudos técnicos, que embasam a decisão da prefeitura. Pedimos a colaboração da população para respeitar a interdição até que a cheia do rio se normalize”, explicou o coordenador da comissão do complexo turístico, Alberto Maciel.

A interdição considera as normas de uso da praia perene, definidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela prefeitura junto ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), com órgãos municipais e estaduais signatários do compromisso, incluindo Corpo de Bombeiros do Amazonas (CB-AM) e Polícia Militar (PM).

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