Manaus | 4 de junho de 2026 | 22:17:36

Estudo aponta que o treinamento físico pode melhorar o desempenho cognitivo

Pesquisa realizada nos Estados Unidos com idosos revela evolução positiva entre treinamento regular e melhorias na capacidade cognitiva.

Múltiplas razões corroboram a importância de manter uma vida fisicamente ativa, ganhando ainda mais respaldo quando embasadas em provas científicas. Nesse contexto, um estudo publicado recentemente no Journal of Alzheimer’s Disease Reports ajudou o treinamento físico como uma “ferramenta” capaz de melhorar significativamente o desempenho cognitivo.

Os pesquisadores iniciaram ressaltando que, apesar das evidências já existentes sobre a relação entre treinamento físico e a conectividade funcional das redes eletrônicas, o conhecimento sobre esse tópico ainda é limitado. Isso abrange tanto os efeitos do esforço físico na conectividade funcional, quanto nas amplas redes acústicas.

Para preencher essa lacuna, os especialistas seguiram um estudo com 33 idosos, dentre os quais 16 foram afetados com nível de comprometimento cognitivo, enquanto os outros 17 mantiveram a cognição intacta. Os participantes foram convidados a um programa de treinamento de caminhada durante 12 semanas. Além disso, realizou testes de exercício gradativo, associação de palavras orais controladas, aprendizado auditivo verbal, memória narrativa e varredura em estado de repouso.

A avaliação também englobou o exame da conectividade de redes internas, incluindo a rede de modo padrão, rede frontoparietal e rede de saliência. Através do uso de regressão linear, as “conexões” entre as mudanças treinadas pelo treinamento físico na conectividade de redes e a função cognitiva foram aprendizes.

Os resultados destacamam um incremento na oferta cardiorrespiratória, bem como em todas as estimativas mencionadas no método do estudo. Em suma, os pesquisadores concluíram que houve um aumento na conectividade tanto dentro das redes como entre elas. Isso implica que o treinamento físico contribui para melhorias na função da memória em indivíduos com cognição intacta e com comprometimento cognitivo leve decorrente da doença de Alzheimer.

Um especialista, o médico endocrinologista e do esporte do Instituto Cohen, Dr. Clayton Luiz Dornelles, ampliou a visão sobre essa descoberta: “Treinamento com halteres, musculação, usando o próprio corpo ou elástico também aumenta a liberação de dopamina. São exercícios que nós exercitamos de resistência. Isso também induz a liberação desse neurotransmissor, mas também os outros dois tipos, que são exercícios de equilíbrio e de flexibilidade. Melhoram a dopamina. Isso é importante em pacientes com Alzheimer ou com a doença de Parkinson, porque todas as modalidades acabam otimizando a liberação desses neurotransmissores”, enfatizou o especialista.

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