Desconfiar de todos os contatos feitos pelas redes é uma das principais dicas para que internautas não sejam vítimas de técnica de ‘phishing’.

Os golpes aplicados por meio da internet vêm se tornando cada vez mais elaborados, podendo envolver até a manipulação de imagens na tentativa de conquistar a confiança da vítima. Por isso, os usuários devem ficar atentos com promoções que parecem muito boas e com links enviados pelas redes sociais. O professor da CTSDigital, Sandromir Almeida, aconselha os internautas a sempre desconfiarem dos contatos feitos pelas redes sociais. “A gente deve se portar na internet da mesma maneira como na vida pessoal. É com qualquer pessoa que eu converso? É com qualquer pessoa que eu compartilho uma informação? É qualquer pessoa que me oferece um produto e eu aceito? Às vezes a gente acha que só porque está na internet não tem nenhum risco, e na verdade tem. Essa desconfiança do atrativo e do fácil faz com que a gente seja enganado”, afirmou. A técnica de “phishing” pelo Instagram se tornou uma forma predominante de ação criminosa. Os golpistas pedem dinheiro ou dados de login de uma forma convincente – normalmente, se passando por uma pessoa ou marca conhecida. As atuações identificadas pelo Instagram envolvem abordagens românticas, ofertas de empréstimo, trabalho ou investimento. Os fraudadores chegam a dizer que o usuário ganhou um prêmio e pedem uma taxa pela liberação. Segundo Sandromir Almeida, há um nome para isso: engenharia social.

“Engenharia social nada mais é do que técnicas para poder enganar as pessoas. Elas se aproveitam, muitas vezes, da falta de conhecimento, de oportunidades, quando não também de falhas técnicas, falhas de hardwares, falhas de segurança do sistema operacional. Essas técnicas exploram essas vulnerabilidades. Tínhamos antigamente vírus que destruíam informações, deletavam informações, hoje, na verdade, esses vírus acabam copiando as suas informações. Suas informações é que têm valor hoje em dia”, analisou. Além de não clicar em links e desconfiar dos contatos feitos através da internet, há ferramentas nos próprios aplicativos e sites que podem proteger o usuário. O professor Sandromir Almeida ressalta que o conhecimento também é uma arma importante contra os golpistas. “Atualizar de conhecimento, de informações, e nunca duvidar que isso não possa acontecer com a gente. Isso pode acontecer com a gente. Isso pode acontecer com a gente. O golpe está aí e as pessoas têm bom coração e acabam acreditando que uma pessoa invade o perfil, te manda informação, você acredita e compartilha algo, compra algo que não deveria, envia dinheiro para a pessoa. Ativar as configurações de segurança de senha, de senha de dois fatores, é muito importante, porque a pessoa só vai ter acesso aos seus dados se você confirmar o código que eu já vinha falando. Não compartilhe seu código com ninguém”, lembrou. O especialista também recomenda as mudanças nas configurações de perfil, para que informações não sejam acessadas por qualquer pessoa.

Fonte: JP Notícias