A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) apresentou um projeto de lei (PL) para que terapias de conversão sexual, as chamadas “curas gay”, sejam equiparadas ao crime de tortura. O texto foi protocolado dias depois da morte da influenciadora Karol Eller, conhecida por apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ela foi encontrada morta em 12 de outubro depois de cair do prédio onde morava, em São Paulo. Nas redes sociais, ela publicou a frase “perdi a guerra”. Em setembro de 2023, Eller compartilhou uma mensagem dizendo que deixaria de ser lésbica.
No PL, a deputada do Psol diz que os tratamentos de conversão sexual “são verdadeiras práticas de tortura e agressão à toda a população LGBTQIA+, cuja orientação sexual ou designação de gênero são características inerentes a cada sujeito, sendo impossível sua alteração”.
“Pessoas LGBTQIA+ não estão doentes. E um suposto profissional da saúde mental ou liderança religiosa que diz ser capaz de mudar a orientação sexual de alguém, na verdade, só é capaz de realizar um espancamento psicológico até que a vítima negue a si mesma”, escreveu a deputada no X.





