Nesta quarta-feira (17) foi o último dia de sepultamentos em covas coletivas no cemitério do Tarumã, na zona oeste de Manaus. A partir de amanhã, os enterros passam a ser em covas individuais, como acontecia antes da pandemia do coronavírus.

A decisão foi anunciada hoje pela prefeitura de Manaus, após confirmar que o número diário de sepultamentos voltou aos níveis pré-pandemia.

O sistema de trincheiras foi adotado no mês de abril, quando os enterros passaram da média de 30 sepultamentos diários para mais de 100 por dia.

Os tratores que faziam as covas/trincheiras foram tirados do cemitério hoje à noite. Outros equipamentos usados para acelerar as cerimônias fúnebres também foram removidos.

Segundo a secretaria municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que administra os cemitérios públicos de Manaus, nos meses de janeiros, fevereiro e março a média diária de enterros foi de 29, 27 e 28, respectivamente.

Com o agravamento da crise funerária provocada pelo coronavírus, em abril, a média de enterros saltou para 81. Em maio a média ficou em 61 sepultamentos.

Nos dois meses de pico, o número de enterros foi de 5.168, levando em consideração os cemitérios públicos e particulares de Manaus. Os dados não levam em consideração os casos registrados no interior do Estado.