A Defesa Civil e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema) divulgaram um relatório sobre a situação atual dos rios no estado. Apesar da ausência de chuvas significativas nas últimas 24 horas, os rios Taquari e Caí apresentaram uma diminuição em seus níveis ao longo de seus percursos. No entanto, a foz desses rios ainda enfrenta um alto volume de água.
Enquanto os rios Taquari e Caí começam a se estabilizar na maior parte de seus percursos, suas desembocaduras permanecem com volumes elevados. As cidades de Arroio do Meio, Lajeado, Estrela e Cruzeiro do Sul, por onde passa o Rio Taquari, ainda podem enfrentar riscos. Já o Rio Caí, que percorre municípios como Feliz e São Sebastião do Caí, também mantém as autoridades em alerta.
O Guaíba, por outro lado, apresenta estabilidade. Espera-se que a cheia seja prolongada durante a semana em Porto Alegre, à medida que o lago ainda escoa as águas das demais bacias.
O balanço informa também que cinco dos sete principais rios do estado seguem com níveis acima da cota de inundação.
- Lago Guaíba – Porto Alegre – 4,72 metros (cota inundação 3,00 Centro; 2,10 Ilhas)
- Rio dos Sinos – São Leopoldo – 6,68 metros (cota inundação 4,50)
- Rio Gravataí – Passo das Canoas – 5,75 metros (cota inundação 4,75)
- Rio Taquari – Muçum – 5,54 metros (cota inundação 18,00)
- Rio Caí – Feliz – 3,20 metros (cota inundação 9,00)
- Rio Uruguai – Uruguaiana – 10,68 metros (cota inundação 8,50)
- Lagoa dos Patos – São Lourenço do Sul – 2,80 metros 17h-16/05 (cota inundação 1,30)
A previsão é de que as águas comecem a recuar nas próximas semanas.
O número de mortos subiu para 154 nesta sexta-feira, de acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil estadual. Ao todo, há ainda 98 pessoas desaparecidas, dado que apresenta uma diminuição em relação a quinta-feira. As autoridades estimam que a catástrofe tenha afetado a vida de 2,2 milhões de moradores de 461 municípios até agora, 93% do total. Há 540.192 pessoas desalojadas e 78.165 em abrigos.





