Manaus | 4 de junho de 2026 | 20:58:14

Em live, Bolsonaro condena tentativa de ato terrorista no DF: “Nada justifica”

Após quatro anos no poder, Jair Bolsonaro deve deixar o Brasil e ir para Miami, nos Estados Unidos, onde terá um período sabático.

Após dois meses sem realizar as tradicionais lives semanais, Bolsonaro fez uma transmissão nas redes para fazer um balanço de sua gestão.

Na live, o presidente disse que a ameaça de bomba “não se justifica”, e aproveitou para criticar a imprensa por identificar o homem preso como “bolsonarista”.

Em 24 de dezembro, a polícia foi acionada para verificar a presença de um artefato explosivo em um caminhão que estava próximo ao aeroporto de Brasília – detonado posteriormente pela PMDF. No sábado, o empresário George Washignton de Oliveira Sousa, 54 anos, foi preso por envolvimento no esquema.

“Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de ato terrorista ali na região do aeroporto. Nada justifica. O elemento que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com um cidadão. Massifica, em cima do cara, como ‘bolsonarista’ o tempo todo”, disse o presidente.

Em depoimento, George disse que veio para a capital federal “preparado para guerra” e que aguardava uma “convocação do Exército”, pois era um “defensor da liberdade”.

Fora do poder

Nesta semana, Jair Bolsonaro definiu a equipe que vai acompanhá-lo assim que ele deixar o comando do Palácio do Planalto, a partir de 1º de janeiro de 2023. O Diário Oficial da União (DOU) trouxe o nome de oito auxiliares que irão assessorar Bolsonaro.

Pela primeira vez em 34 anos, o atual presidente não terá um cargo político. Para além dos benefícios do cargo que ocupou e da aposentadoria a que tem direito pela Câmara dos Deputados, ele deve assumir o posto de líder da direita para as próximas eleições. O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, acertou que o partido bancará as despesas de Bolsonaro a partir de 2023, que será convidado para ser presidente de honra da sigla.

Na condição de ex-presidente da República, Bolsonaro tem direito de nomear até oito assessores, que serão remunerados com salários que podem chegar a R$ 13,6 mil e terão despesas com passagens aéreas e diárias de viagens pagas pelo governo.

 

 

Fonte: Metrópoles

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