Manaus | 4 de junho de 2026 | 12:58:02

ELEIÇÃO DE PUTIN: Saiba a reação dos países

De acordo com os primeiros resultados oficiais divulgados neste domingo, Putin venceu a eleição com 87,97% dos votos. Sendo assim, o atual presidente se manterá no poder por mais 6 anos, até 2030.

Em pronunciamento, a Casa Branca, sede do governo dos EUA, afirmou que as eleições russas “obviamente não foram livres nem justas”. Ao criticar o processo eleitoral, os Estados Unidos ressaltaram que “Vladimir Putin prendeu seus oponentes e impediu que outros concorressem contra ele”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se manifestou dizendo que “É claro para todos no mundo que essa figura — como já aconteceu muitas vezes ao longo da história — está simplesmente doente pelo poder e está fazendo de tudo para governar para sempre”, afirmou. “Essa pessoa deveria ser julgada em Haia. É isso que temos de garantir.”

A fala de Zelensky ocorre em meio a guerra da Rússia contra a Ucrânia, em que dura mais de dois anos e não tem perspectiva de acabar. Ao mencionar julgamento em Haia, o presidente ucraniano se refere ao Tribunal Penal Internacional de Haia, que já chegou a pedir pela prisão de Putin por crimes de guerra.

O governo da Alemanha, antes mesmo de saírem os primeiros resultados da eleição russa, já havia chamado o processo de “pseudo-eleição” e afirmado que o pleito “não é livre e nem justo”.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que “ao realizar eleições ilegalmente em território ucraniano, a Rússia demonstra que não está interessada em encontrar um caminho para a paz”.

Os únicos concorrentes de Vladimir Putin foram Nikolai Kharitonov, do Partido Comunista; Leonid Slutsky, do Partido Liberal Democrata e Vladistav Davankov, do Novo Partido Popular, todos autorizados pelo próprio presidente por serem “amigáveis” ao Kremlin.

O principal líder da oposição russa, Alexei Navalny, morreu no dia 16 de fevereiro de forma repentina em uma prisão do país no Ártico, onde cumpria 19 anos de pena por “extremismo político”. Navalny tentou concorrer contra Putin em 2018, mas não teve a candidatura validada.

Outro opositor de Putin, Boris Nadezhdin teve a candidatura proibida pela Comissão Eleitoral Central e pelo Supremo Tribunal da Rússia por supostas irregularidades processuais.

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