Uma área de mais de 300 hectares na zona Sul da capital foi o ponto central do trabalho de uma programação de voos com drone, nesta quarta-feira, 18/8, para dar suporte tecnológico, de informação e geoprocessamento, aos projetos do programa de crescimento econômico e social “Mais Manaus”, lançado pelo prefeito David Almeida.

A aeronave não tripulável percorreu trechos do Distrito Industrial, onde a Prefeitura de Manaus trabalha com projetos urbanísticos, turísticos, tecnológicos e econômicos para a construção de um futuro “Distrito Turístico” e um parque linear. Serão geradas mais de 4,5 mil imagens no percurso feito com drone.

Sistema viário, topografia, vegetação, curvas de nível, construções e tipologias, áreas consolidadas e mobiliários urbanos públicos fizeram parte do plano de voo montado pela Gerência de Informação e Geoprocessamento (GIG), do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), com apoio técnico da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

A partir das imagens captadas se terá uma série de fotos e vídeos entre o percurso da Bola da Suframa e o porto Ceasa, produzindo levantamento topográfico, planoaltimetria e fotogrametria. Os trabalhos em campo serão realizados por equipes do GIG e da Vice-Presidência de Habitação e Assuntos Fundiários (Vpreshaf), com suporte dos gerentes de Informação e Geoprocessamento, Luiz Augusto Albuquerque, e do gerente de Projetos e Programas da Vpreshaf, Elismar Maciel.

Imagens

Usados como fontes de recursos para geração de imagens em alta qualidade, georreferenciamento de áreas urbanas, vetorização para mapas, fotogrametria e planejamento urbano, os drones são cada vez mais importantes na elaboração de ações e propostas de desenvolvimento das cidades.

As informações capturadas pelos drones, pós-processadas, via softwares e aplicativos, como o Drone Deploy, o Mappa e o ArcGIS, são usadas para formar uma grande foto atualizada da área de interesse, mosaico de ortofoto, que possui uma alta resolução espacial (GSD), permitindo análises minuciosas de ordem centimétrica.

“Várias imagens podem ser feitas com as aeronaves, desde assentamentos irregulares; imóveis abandonados; topografia com curvas de nível, incluindo em locais de difícil acesso, entre outros”, explica o gerente Luiz Augusto.

Os drones usam tecnologia do Sistema Global de Navegação por Satélites, Sistema Real Time Kinematic (RTK) e Sistema de Informações Geográficas (SIG) para fazer a vetorização das áreas sobrevoadas que servirão de base para futuros projetos.

O imageamento obtido pela aeronave não tripulável é ajustado com os pontos de controle no solo do RTK, que atua na correção dos dados coletados pelo GPS do drone em tempo real, com precisão de centímetros. O uso dos equipamentos por equipe treinada, reduz tempo de topografia, permitindo a obtenção de dados muito mais precisos e alta produtividade no levantamento.

O drone utilizado é o Mavic 2 Zoom, que faz a coleta de imagens para o sensoriamento remoto e fotogrametria.

Texto – Claudia do Valle / Implurb
Fotos – Marcely Gomes / Semcom