Governador de SP reclamou de não ter recebido doses do imunizante; ministro da Saúde disse que Doria procura palanque.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, trocaram farpas no Twitter na noite dessa quinta-feira (3/6) em razão da distribuição de vacinas contra a Covid-19.

Doria falou em “descaso com a vida dos brasileiros” ao afirmar que o estado por ele governado ainda não recebeu nenhuma dose do imunizante da farmacêutica Pfizer. Esta semana, o Ministério da Saúde recebeu 936 mil doses da vacina Pfizer, que foram entregues no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Queiroga então respondeu que é preciso entender a divisão tripartite — entre União, estados e municípios — e considerou que o governador tucano estaria em busca de palanque. Parte da administração do Sistema Único de Saúde (SUS) é feita pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que é um grupo de negociação e articulação que reúne gestores a nível nacional, estadual e municipal.

Doria rebateu afirmando que o ministério estava deixando as doses na prateleira. “Tripartite pra mim é vacina no braço.”

Doses da Pfizer

O Brasil tem dois contratos assinados com a Pfizer para a compra de vacinas contra a Covid-19. O primeiro deles, de 100 milhões de doses, foi assinado em março deste ano. Ao longo do mês de junho, a empresa deve mandar um total de 12 milhões de unidades ao país.

Do total de 100 milhões, o país recebeu 1 milhão em abril e 2,5 milhões em maio. Para o mês de junho, são 12 milhões de doses. O restante das vacinas do primeiro contrato de 100 milhões deve ser entregue no segundo semestre.

Além disso, também em junho, há a possibilidade de o país receber 842 mil doses da Pfizer, adquiridas por meio do consórcio internacional Covax Facility.

Um outro contrato para compra de mais 100 milhões de vacinas da Pfizer foi assinado pelo governo federal neste mês. No entanto, as unidades devem chegar ao Brasil somente no último trimestre deste ano.

Fonte: Metrópoles