Gilson Rodrigues, conhecido no mundo do crime, segundo a polícia, como “RDK”, seria um dos maiores traficantes de maconha do tipo skunk da região norte do Brasil.

Preso com cerca de R$ 3 milhões e pelo menos 6 toneladas de drogas no município de Manaquiri, no Amazonas, Gilson Rodrigues, conhecido no mundo do crime, segundo a polícia, como “RDK”, seria um dos maiores traficantes de maconha do tipo skunk da região norte do Brasil. Segundo as investigações, RDK, montou negócios que vão de uma rede de supermercados, passando por distribuidoras e lojas de diversos segmentos, para lavar o dinheiro de um verdadeiro império do crime.  

Segundo a polícia, Gilson trazia as drogas da Colômbia e as distribuía em Manaus, Japurá, Manaquiri e Barreirinha. O acusado morava em Maniquiri, na região metropolitana no Amazonas, de onde comandava toda a organização criminosa ao ponto de ficar conhecido no mundo do crime como “O Rei do Skunk”.

A polícia chegou até o acusado após três meses de investigação, iniciada após a apreensão de um caminhão carregado de drogas no pátio de uma empresa na avenida Torquato Tapajós, em Manaus. Interceptações telefônicas levaram a Gilson e ao desmantelamento de toda a sua rede de operação. Como mantinha empresas, aparentemente limpas, Gilson ostentava. Gostava de carros de luxo, embarcações luxuosas e mantinha uma coleção dos mais caros relógios do mundo.

O “castelo” do “Rei do Skunk” começou a desmoronar no última sexta-feira (25/09). Uma mega-operação envolveu dezenas de policiais do Amazonas, que com ordem judicial, apreenderam 20 carros de luxos, barcos, balsas, jet ski, documentos e encontraram mais de R$ 3 milhões dentro de seus imóveis. 9 pessoas, entre elas seus seguranças pessoais, que tinham um verdadeiro arsenal com armas de uso restrito, foram presas durante essa operação.

Apesar de toda força no mundo tráfico, Gilson disse em depoimento que não pertencia a nenhuma organização criminosa. A polícia ainda investiga se isso de fato é verdadeiro. 

A polícia amazonense já tinha uma ideia que poderia apreender uma grande quantidade de dinheiro e drogas, mas o montante de dinheiro em espécie, que lembra cenas de filme, bem como a quantidade enorme de drogas, fizeram da operação Mamon, uma alusão ao termo bíblico que liga à cobiça e dinheiro, a maior apreensão de drogas da história do Amazonas.

“Estamos aqui para mostrar mais um trabalho exitoso realizado em conjunto. Esta é a maior operação policial contra o tráfico de drogas do Amazonas e foi realizada com sucesso, pois tiramos de circulação mais uma organização criminosa. O nosso trabalho irá continuar”, afirmou Emília Ferraz, delegada-geral de Polícia Civil do Amazonas.

Fonte:m2 news