A leptospirose é uma doença comum em cidades que passaram por inundações, ela é causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais infectados e que penetra no organismo humano através de ferimentos, cortes, machucados e mucosas. A doença é transmitida ao homem principalmente nas enchentes.
A doença é bastante sintomática, podendo causar dor no corpo, mal-estar, febre, às vezes com meningite, sangramentos, calafrios, olhos vermelhos e vômitos. Ou seja, é uma doença potencialmente grave, mas que tem tratamento. Sem tratamento correto, a leptospirose pode causar danos renais e hepáticos e até mesmo a morte. Os antibióticos combatem a infecção.
Nesta semana, duas mortes pela doença por leptospirose foram confirmadas no estado do Rio Grande do Sul. Uma em Travesseiro, cidade do Vale do Taquari, e outra em Venâncio Aires, cidade do Vale do Rio Pardo.
Mas além da leptospirose, outras doenças devem estar no radar de autoridades, médicos e voluntários que atuam em abrigos após as enchentes.
“Nós temos doenças por ingestão, ingestão de água contaminada como a hepatite A. Surtos de hepatite A são descritos com frequência nessas situações. Febre tifoide, uma bactéria, a salmonela, que vive em águas contaminadas; diarreias de maneira geral, levando à desidratação”, alerta um médico infectologista.










