Em debate no Senado Federal, médicos destacaram problemas para monitoramento da saúde e realização de exames, além da alta taxa de incidência de tumores nos homens.

Dificuldades na atenção primária são o maior desafio para prevenir o câncer de próstata no Brasil. O debate vem sendo feito no âmbito do “Novembro Azul“, o mês mundial de combate à doença. O tumor é o mais comum na população masculina e equivale a 29% dos diagnósticos no Brasil. Em audiência no Senado Federal, o oncologista Fernando Maluf, que também é consultor da Jovem Pan, propôs uma forma de rastreamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente não tem canais de facilitação do homem ir ao médico e, pior do que isso, a gente não tem uma forma de monitorar os homens de uma forma geral. A gente precisaria criar um sistema adequado de monitoramento, no qual, baseado em CPF e RG, a gente conseguisse fazer uma checagem proativa se aquele homem foi ao médico naquele ano, os exames alterados e qual o curso que foi dado àquelas pessoas”, pontua o médico. Fernando Maluf ressalta a necessidade de aperfeiçoar a atenção primária oferecida pelo SUS.

O diretor do Sírio Libanês do Distrito Federal, Gustavo Fernandes, destacou que o número de casos de câncer de próstata poderia ser menor: “No Brasil, a gente tem algo em torno de 60 a 65 mil casos de câncer de próstata diagnosticados por ano, com uma mortalidade de, mais ou menos, 16 mil, o que é uma mortalidade muito alta para câncer de próstata, que tem uma subnotificação no número de casos. A incidência do câncer de próstata é tão alta como de 1 pra cada 6 homens ao longo da vida. É algo muito significativo na extensão da vida do homem, algo que acompanha o nosso gênero de maneira muito próxima”, afirma. O oncologista Gustavo Fernandes lembra que a queda da mortalidade está diretamente ligada ao cuidado preventivo com a próstata. Os homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, são os mais propensos ao câncer.

Fonte: JP Notícias