Estudo da Oxford School mostrou que, se o mundo inteiro adotasse uma dieta baseada em plantas, oito milhões de mortes seriam reduzidas até 2050.

Criado nos Estados Unidos, em 1985, o Dia Mundial sem Carne, celebrado no dia 20 de março, vem ganhando cada vez mais adeptos. É que deixar de consumir carne branca ou vermelha não faz bem apenas para os animais, mas também para o ser humano. Um estudo da Oxford School mostrou que, se o mundo inteiro adotasse uma dieta baseada em plantas, oito milhões de mortes seriam reduzidas até 2050. Esse é um dos motivos que tem levado diversas pessoas a aderir a uma dieta baseada em vegetais. Por isso, não param de surgir produtos voltados para esse público. Alimentos como hambúrguer, linguiça e almôndega podem ter a mesma textura e sabor, sem ter carne. O que mudam são os ingredientes: feijão, grão de bico e soja.

E não foram só os produtos industrializados que aderiram ao movimento. O Júlio Bertolucci é diretor de uma rede de restaurantes conhecida pelos escondidinhos, principalmente o de carne seca. Mas, nos últimos anos, o cardápio teve algumas alterações para atender à demanda dos veganos e vegetarianos. “Foi quando nós pensamos o escondidinho de palmito, de alho-poró, também desenvolvemos o strogonoff de palmito, outro produto que é nacionalmente aceito”.

Segundo um estudo da Galunion Consultoria de Food Service, 33% dos consumidores afirmam que os alimentos feitos de vegetais são uma tendência. “Não é mais só para quem é vegano ou vegetariano, e sim também para os flexitarianos, que são as pessoas que buscam a redução do consumo dos produtos de origem animal, mas que são flexíveis, como o nome fala”, afirma a fundadora da Galunion, Simone Galante. A pesquisa também mostrou que a Covid-19 fez com que mais pessoas se preocupassem com a alimentação e o impacto dela na imunidade. Setenta e cinco por cento dos consumidores disseram que gostariam de comprar uma comida gostosa, fresca e que ajudasse a aumentar a defesa do corpo contra doenças.

Fonte: JP Noticias