O dia de Finados, que acontece na próxima segunda-feira (02), será um dos mais tristes da história do Amazonas, principalmente por causa das 4.480 mortes registradas até agora por causa do coronavírus.

Em Manaus, o dia de Finados leva milhares de pessoas as cemitérios, porém neste ano a visitação será proibida para evitar aglomerações.

A decisão de fechar os cemitérios partiu da prefeitura de Manaus, que publicou o decreto municipal n. 4.801, com medidas de segurança para evitar a contaminação pelo Covid-19.

Os cemitérios continuarão abertos apenas para sepultamentos, mesmo assim com o controle na entrada de apenas três pessoas para cada sepultamento.

Para garantir a tradição de velar os mortos, bem como levar conforto às famílias enlutadas, a prefeitura realizará o Momento de Oração, que será transmitido pela Internet.

A celebração religiosa será feita no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no bairro do Tarumã, às 17h.

A cerimônia terá as presenças de Regina Vilácio, líder indígena saterê-maué; dom Leonardo Steiner, arcebispo metropolitano de Manaus, e Padre Zenildo, da Igreja Católica; Walter de Nazaré, da Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas; Alberto Jorge, representante das religiões de matrizes africanas; Murilo Laredo, gestor do Comitê Israelita do Amazonas, que representará a comunidade judaica; Afonso de Ligorio Machado, da Igreja Messiânica; Tamer Mohamed, do Centro Islâmico de Manaus; Dilton Vasconcelos, da Federação Espírita; e Iona Pinheiro, da Chagdug Gonpa (Budismo).

Os cemitérios de Manaus estão com restrições à entrada de pessoas desde o mês de abril. Nestes sete meses, outras datas com intensa movimentação de pessoas, como os dias das Mães e dos Pais, também tiveram a entrada proibida de pessoas.