Truque infalível da avó, dica da influenciadora preferida, pitaco da melhor amiga. Quando o assunto é autocuidado, são muitos os conselhos que ouvimos. Boa parte desse “disse me disse”, no entanto, não passa de mentira.

Usar pasta de dente para secar espinhas, um dos grandes mitos da beleza, por exemplo, pode piorar a inflamação e deixar cicatrizes.

Neste Dia da Mentira (1º/4), para te alertar sobre outras grandes fake news de skincare e cuidados com o cabelo, especialistas revelam os maiores absurdos que já ouviram ao longo da carreira. O resultado são sete falácias para evitar — hoje e sempre.

“Protetor solar é dispensável em dias de chuva”

Segundo o dermatologista Thiago Perfeito, é necessário usar protetor solar mesmo em dias nublados, ao contrário do senso comum. “Luzes artificiais de lâmpadas e dispositivos eletrônicos também causam fotoenvelhecimento, manchas e linhas de expressão. O ideal é usar filtro solar com pigmentação para aumentar ainda mais a blindagem da luz, além de complementar a proteção com antixoxidantes tópicos, a exemplo da vitamina C”, orienta o médico, à frente da Clínica Perfeito, em Brasília.

“Depilar com lâmina aumenta a espessura dos pelos”

Vez ou outra, o questionamento volta à tona. Mas, afinal, depilar com lâmina aumenta a espessura dos pelos? De acordo com o profissional, felizmente não. “O que acontece é que, quando os pelos são cortados com lâmina, a raiz deles não é retirada. A ponta arredondada que fica, então, dá apenas a impressão de fios mais grossos”, elucida o dermatologista.

“Harmonização facial deixa todo mundo igual”

A cirurgiã dentista especializada em harmonização facial Danielle Albernaz rechaça a máxima. “Com frequência, observamos nas redes sociais as transformações exageradas de pacientes, o que resulta em perda de feições naturais. Contudo, a harmonização facial é o equilíbrio da visão global e geral do paciente. Nós, profissionais injetores, precisamos ter um olhar clínico e extremamente minucioso e calibrado para realçar a beleza com naturalidade e gerenciar da melhor forma o processo de envelhecimento”, afirma a profissional.

“Ao arrancar um cabelo branco, muitos outros nascem no lugar”

No livro It’s OK to Have Lead in Your Lipstick, que desmistifica mitos da beleza, o bioquímico de cosmética Randy Schueller diz que, ao arrancar um cabelo branco, o folículo permanecerá ativo e dará espaço a outro fio de mesmo tom. Ou seja, retirar a madeixa resolverá o problema apenas temporariamente. Schueller, no entanto, não recomenda a prática por outro motivo. Ele alerta que, se virar hábito, o costume pode danificar os folículos ao ponto deles não produzirem mais cabelo. O que é melhor? Fios brancos ou falhas no couro cabeludo?

“Pele oleosa não precisa de hidratante”

Todas as peles precisam de hidratação, inclusive as oleosas. “Quando ressecada, esse tipo de pele tende a produzir ainda mais oleosidade. Nesse caso, recomendamos determinados hidratantes sem óleo”, revela o dermatologista Thiago Perfeito.

“Gomas com multivitaminas tratam a queda capilar”

“Usar soroterapia ou gomas com multivitaminas para melhorar a queda de cabelo é um dos maiores absurdos que já ouvi”, afirma a tricologista Marina Barletta. “Toda queda de cabelo tem que ser investigada. Não trate antes de apurar a causa com um médico”, alerta a especialista em saúde capilar.

“Cremes para estrias, celulites e varizes são eficazes”

Os cremes podem ter diversas funções, como hidratação ou cicatrização, mas tratamento de estrias antigas, celulites e varizes não é uma delas. “Todos os cremes para varizes refrescam a perna, proporcionando sensação de alívio e descanso. Ou seja, esses produtos são ótimos para promover a melhora dos sintomas das varizes, mas sem tratá-las definitivamente”, exemplifica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, integrante da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (Sbacv).

As estrias novas, aquelas avermelhadas, por sua vez, podem, sim, ser tratadas com pomadas à base de ácido retinoico e ácido glicólico, segundo o dermatologista Abdo Salomão, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: Metrópoles