Desde a semana passada, deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas discutem a proposta de retomar as sessões presenciais no Legislativo. Por causa da pandemia do coronavírus, desde o dia 24 de março as reuniões são feitas pela Internet, no ambiente virtual.

A vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada Alessandra Campelo, tem insistido na volta das sessões presenciais. Segundo ela, a proposta já conta com aceitação dos deputados Felipe Souza, Saullo Vianna, João Luiz, Doutor Gomes, Cabo Maciel, Joana Darc, Álvaro Campelo, Carlinhos Bessa e Roberto Cidade.

A proposta, porém, não possui consenso entre os parlamentares. É o caso dos deputados Wilker Barreto, Dermilson Chagas e Serafim Corrêa, que argumentam que o plenário do Legislativo não está preparado para sessões em tempo de pandemia.

Eles reforçam que o plenário é um ambiente fechado, sem janelas, e que não possui ventilação natural (apenas ar-condicionado). Outro argumento é que vários parlamentares têm mais de 60 anos ou possuem algum tipo de comorbidade, o que os coloca no grupo de risco.

Para viabilizar o retorno das sessões presenciais, o trio de deputados sugeriu a realização de um laudo técnico, emitido por órgãos de vigilância em saúde, para atestar que não há risco de contaminação pelo coronavírus.

O laudo técnico busca garantir a segurança não apenas dos parlamentares, mas dos servidores do Legislativo, que devem retornar ao trabalho presencial com a reabertura do plenário.

Embora a Assembleia Legislativa esteja com as sessões presenciais suspensas, os trabalhos continuam no ambiente virtual, com reuniões às terças, quartas e quintas-feiras.

As sessões virtuais são transmitidas ao vivo pelo Facebook e Youtube, na página e no canal da Assembleia Legislativa.