O cenário político em Manaus andou agitado nesta semana. Isso porque a Polícia Federal deu início à Operação Sangria que virou manchete no mundo todo.

Após o vazamento de uma lista que supostamente beneficiaria alguns deputados da base aliada, a líder do governo na Assembleia Legislativa, deputada Joana Darc (PL), apagou, neste sábado de manhã (4), as fotos que ela tinha em seu Instagram com o governador Wilson Lima.

A atitude da deputada virou manchete em vários portais de notícias do Amazonas que interpretaram a tentativa de uma desassociação entre a imagem de ambos.

Em seguida, o ex-líder do governo, deputado Carlinhos Bessa (PV) fez o mesmo, levantando ainda mais a poeira em torno do assunto.

Ambos estão na lista que, de acordo com o governador, não possui nenhum ilícito.

Wilson Lima (PSC) repudiou na noite de sexta-feira (3) qualquer tentativa de associar a lista a alguma prática ilegal e disse que apesar de aparecer um percentual de 5%, não há sequer menção de valores e que são apenas “anotações avulsas”.

No início, uma verdadeira perseguição ao governo era feita apenas pelos deputados Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (Podemos), que perderam a credibilidade após manifestações sem sucessos e o pedido improcedente do impeachment de Wilson Lima no final de 2019.

Dermilson chegou a ser expulso do Partido Progressista (PP) devido sua postura intransigente e se aliou ao Podemos, partido de Wilker Barreto.

Porém, atualmente, com o rompimento entre o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto (PRTB), e o governador do Estado, a dupla ganhou novos aliados.

Wilker, que tem o ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) como seu mestre, possui uma série de escândalos envolvendo seu nome, inclusive o fato de ter travado a CPI dos Combustíveis na Câmara Municipal de Manaus quando era o presidente.

É de conhecimento público que o irmão dele, Wilame Barreto, é dono de alguns postos, o que torna compreensível o desinteresse na investigação em torno do tão falado cartel dos combustíveis.

Ao contrário do que acontece agora na atual CPI criada pela Aleam, onde o deputado vem ganhando mídia gratuita intimidando todas as testemunhas investigadas durante depoimentos na comissão.

O interesse de Wilker, como a maioria das pessoas sabem, é que o seu mestre volte ao poder e, segundo os bastidores das política, ele seja o candidato a vice do Negão, que atualmente também se filiou ao partido do qual Wilker é presidente regional.

Mas de acordo com as últimas notícias, parece que não será dessa vez que o presidente do Podemos dividirá uma gestão ao lado de Amazonino Mendes.

Amazonino Mendes e Wilker Barreto

Embora o ex-governador tenha negado a possibilidade de se candidatar às eleições municipais em 2020, seus articuladores organizam sua campanha e comentam nos bastidores que ele está em busca de um vice, descartando a possibilidade de Wilker subir mais um degrau na vida pública.