O Brasil bateu o maior número de casos de dengue, confirmados e prováveis, desde o início dos registros em 2000, com 1.889.206 casos nas primeiras onze semanas somente de 2024, uma taxa inédita. O país vive uma explosão de casos, até agora, 9 unidades da federação já decretaram emergência por causa da doença, sendo elas os estados do Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá e Distrito Federal.
Além disso, até o momento, 561 mortes foram confirmadas desde janeiro e 1.020 seguem em investigação. Em 2023, foram 257 óbitos no mesmo período. Em fevereiro, o Ministério da Saúde afirmou que a estimativa é que o país registre, em 2024, cerca de 4,2 milhões de casos.
Com diferentes sorotipos em circulação o aumento do risco de reinfecção é grande. O ministério mapeou quais são os sorotipos do vírus com maior circulação no país e a dengue do sorotipo 1 é a mais presente no Brasil, sendo registrada em todos os estados. Na sequência, é observado o sorotipo 2, em 24 estados e no Distrito Federal.
Atualmente, há a circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue no território nacional, mas somente Minas Gerais registrou, até o momento, a presença de todos os sorotipos atuando simultaneamente.
Portanto, uma pessoa pode ter dengue quatro vezes durante sua vida, isso porque ela pode ser infectada pelos quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus. Uma vez exposta a um dos sorotipos, após a remissão da doença, ela passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.








