Em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (31), o delegado responsável pelo caso “Djidja Cardoso” confirmou os fatos chocantes que demos em primeira mão a respeito da seita Pai, Mãe e Vida, criada pela família da ex-sinhazinha e que era realizada nas dependências do salão de beleza Belle Femme. Segundo o policial, no ritual, o irmão Ademar se considerava Jesus Cristo na Terra, a mãe seria Maria de Nazaré, e a Djidja era considerada Maria Madalena.
O delegado afirmou que Djidja já vinha sendo monitorada e investigada pela polícia antes de sua morte, justamente por conta de envolvimento na seita e que o falecimento “acabou sendo o estopim para que a representação policial pudesse ser feita.
O fármaco veterinário Ketamina, potente anestésico, era utilizado para fazer com que as pessoas entrassem numa espécie de “transe”. E era nessas condições que meninas foram abusadas sexualmente pelo irmão de Djidja, que também vai responder pelo crime de estupro de vulnerável. O delegado inclusive afirmou que uma das vítimas alegou ter sofrido um aborto. As vítimas disseram que ficavam por muito tempo despidas, completamente nuas, durante dias, numa clara configuração do crime de cárcere privado.
O delegado ressaltou que não foi possível coletar os depoimentos dos integrantes do grupo no momento da apreensão, porque eles estavam sob efeito de drogas. E que posteriormente, na hora em que estava sendo conduzida a carceragem, durante a revista íntima, uma das autoras foi flagranteada com dois cilindros de substâncias psicotrópicas que caíram de seu corpo.





